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ARTIGO - Sínodo arquidiocesano: a liturgia como expressão da fé e da comunhão eclesial

há 4 horas
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“Igreja de Natal, que dizes de ti mesma?”


Tállison Ferreira da Silva

(Delegado Sinodal)

 

Em clima de oração, fraternidade, estudo e partilha, membros e delegados sinodais dedicaram-se, durante a IV Assembleia Sinodal, à reflexão sobre o Diretório para a Liturgia.


Os trabalhos contemplaram questões fundamentais relacionadas ao modo como celebramos a fé, ressaltando que a liturgia, além de santificar os fiéis, exige zelo, fidelidade e responsabilidade. Por isso, não pode ser vivenciada de maneira arbitrária, tampouco submetida a modismos que comprometam sua essência e seu sentido eclesial.


Nessa perspectiva, Dom João Santos Cardoso destacou que “a liturgia não pertence ao padre, à equipe litúrgica, à paróquia ou ao grupo, mas à Igreja”. Embora enraizada na tradição e orientada pelas normas e pelos documentos eclesiais, a liturgia dialoga com a realidade concreta das comunidades. Isso, entretanto, não significa que o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo possa ser celebrado de acordo com preferências individuais, mas que deve ser acolhido e vivido em comunhão com a Igreja.

A celebração litúrgica deve favorecer a participação plena, consciente e ativa de toda a assembleia celebrante. Para tanto, é necessário evitar o sensacionalismo religioso, a ostentação e a improvisação, valorizando a simplicidade, a dignidade e a autenticidade próprias das celebrações. A comunidade reunida para celebrar a fé precisa encontrar na liturgia um espaço acolhedor e acessível, no qual todos se reconheçam como membros de um mesmo corpo, cuja cabeça é Cristo e cuja missão se realiza no anúncio do Evangelho.


A Assembleia Sinodal constituiu, assim, um tempo oportuno para que membros e delegados, em comunhão com seu pastor, avaliassem o rosto litúrgico da Igreja Arquidiocesana. O que celebramos? Que formação litúrgica estamos oferecendo? O que estamos cantando? O que estamos anunciando? Essas perguntas provocam uma reflexão necessária sobre a qualidade das celebrações e a coerência entre aquilo que professamos, celebramos e testemunhamos.


Tais questionamentos abrem caminhos para o discernimento e a renovação da vida litúrgica na Arquidiocese de Natal. Nesse percurso, torna-se fundamental retornar às fontes, reconhecer experiências bem-sucedidas do passado e recuperar iniciativas significativas, como os Cursos de Canto Litúrgico-Pastoral. A retomada dessas ações poderá contribuir para uma formação litúrgica mais sólida e para celebrações cada vez mais participativas, conscientes e fiéis às orientações da Igreja, de modo que a liturgia manifeste, com beleza e autenticidade, a fé e a comunhão de todo o povo de Deus.

 

 
 
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