Dom Joaquim Antônio de Almeida

1º Bispo de Natal

(Goianinha-RN, 17 de agosto de 1868 — Macaíba-RN, 30 de março de 1947)

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      Dom Joaquim Antônio de Almeida nasceu em Goianinha (RN), dia 17 de agosto de 1868. Fez o curso secundário no Colégio Diocesano, em Olinda (PE) e ordenou-se em Fortaleza (CE), em 1894. Celebrou sua primeira missa, na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de sua terra natal.

     Sagrado bispo, foi eleito para diocese do Piauí, em 1906. Foi transferido para Natal, assumindo a diocese em 15 de junho de 1911, onde permaneceu até 1915, afastando-se por motivo de doença. Retornou aos trabalhos na Paraíba e em Pernambuco e, em 1944, voltou a Goianinha e celebrou a missa comemorativa dos seus cinquenta anos de apostolado. Neste mesmo ano, passou a residir em Macaíba, com sua irmã, Doroteia de Macedo.

     Sagrado bispo, foi eleito para diocese do Piauí, em 1906. Foi transferido para Natal, assumindo a diocese em 15 de junho de 1911, onde permaneceu até 1915. Enquanto bispo de Natal, Dom Joaquim Antônio de Almeida (1910-1915), instalou a primeira experiência de seminário diocesano, nomeando Monsenhor Alfredo Pegado como reitor. Também criou o colégio diocesano e o confiou aos padres da Sagrada Família. Conheceu a situação religiosa do povo através das visitas pastorais às paróquias do interior, enfrentando longas viagens, que duravam meses seguidos, tendo o cavalo como condução. Restaurou a paróquia de São Gonçalo do Amarante e criou a paróquia de Taipu. Ordenou dez padres. Exerceu o seu múnus até 15 de junho de 1915, quando renunciou ao Bispado, depois de ter sofrido um derrame cerebral, enquanto fazia visita pastoral à paróquia de Canguaretama.

Dom Antônio dos Santos Cabral
2º Bispo de Natal

(Propriá-SE, 8 de outubro de 1884 — Belo Horizonte-MG, 15 de novembro de 1967)

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Dom Cabral iniciou seus estudos em Propriá, depois foi para a cidade de Penedo/AL e, mais tarde, matriculou-se no Seminário de Santa Teresa, em Salvador/BA. Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 01 de novembro de 1907, regressando para atuar em Propriá. Em 01 de outubro de 1917, foi publicada a bula do Sumo Pontífice Bento XV nomeando-o bispo de Natal. Seu governo à frente desta diocese durou quatro anos. Durante seu pastoreio, foi criada a Congregação Mariana, em 14 de junho de 1918, no início composta de 21 rapazes. Entre os pioneiros da Congregação Mariana, estava o jovem Ulisses de Góis, que teve uma notável participação na ação da Igreja e na sociedade potiguar. Outra marca notável do pastoreio de Dom Antônio Cabral foi o zelo e o incentivo às vocações. Neste sentido, a criação do Seminário de São Pedro, em 14 de fevereiro de 1919, foi um marco para a ação formativa do clero de Natal. Ainda em 1919 foram realizadas a criação da Escola de Comércio e a Conferência Vicentina. Outra marca desse período foi a ação no campo das comunicações, com a criação dos jornais: “Boletim de Natal” (1918) e “A Palavra” (1921).

Dom José Pereira Alves
3º Bispo de Natal

(Palmares-PE, 5 de março de 1885 — Niteroi-RJ, 21 de dezembro de 1947)

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Com a transferência de Dom Antônio dos Santos Cabral para a diocese de Belo Horizonte - MG, em novembro de 1921, a diocese de Natal foi confiada a Dom José Pereira Alves. Ele governou a diocese por cinco anos, de 1923 a 1928. Durante esse período destaca-se a realização da Semana da Imprensa que resultou na criação do jornal católico, o “Diário de Natal”, que começou a circular no dia 16 de outubro 1924. O jornal esteve sob a direção do Mons. João da Mata, Alberto Roselli e José Ferreira de Souza. Dom José Pereira Alves foi um entusiasta do cooperativismo, fundando, no dia 15 de agosto de 1926, a Caixa Rural e Operária, que veio a ser denominada posteriormente de Cooperativa Central Norte riograndense Ltda, que contava com 10 filiais em cidades interioranas. No campo da educação católica a Igreja obteve importantes avanços com a criação dos colégios: Santa Terezinha, em Caicó, e Nossa Senhora das Vitórias, em Açu. Dom José Pereira Alves fez visitas pastorais por toda a diocese e ordenou seis padres. Em Mossoró, criou a paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Em 1928, foi então transferido para diocese de Niterói, deixando marcas profundas no coração do povo potiguar.

Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas
4º Bispo/1º Arcebispo Metropolitano

(Inhambupe-BA, 22 de janeiro de 1888 — Natal-RN, 8 de abril de 1967)

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      No dia primeiro de março de 1929, o Papa Pio XI nomeou o quarto bispo de Natal, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas. Natural de Inhambupe, na Bahia, Dom Marcolino foi o bispo com o mais logo pastoreio nesta diocese, foram 32 no efetivo governo diocesano e seis anos como Arcebispo Resignatário. 
    O período em que ele esteve à frente da diocese de Natal, foi um tempo de forte crescimento demográfico e pastoral no Rio Grande do Norte. A extensão territorial da diocese e o crescimento no número de fiéis foram fatores que levaram o bispo de Natal a promover a criação de outras duas dioceses no interior do Estado, a primeira em Mossoró (1934), na região oeste, e Caicó (1939), no sertão do Seridó Potiguar. Com a criação das novas dioceses, o papa Pio XII criou a Província Eclesiástica de Natal, elevando a Igreja de Natal ao grau de Arquidiocese, como a Bula “Arduum Onus”, datada de 16 de fevereiro de 1952. Dom Marcolino foi, portanto, o primeiro Arcebispo Metropolitano de Natal.
   Ele criou oito paróquias, ordenou quarenta padres e realizou três Congressos Eucarísticos, nas localidades de São José de Mipibu, Currais Novos e Canguaretama. No campo da educação, foram criados onze colégios católicos: Nossa Senhora das Neves, Santo Antônio (Marista), Salesiano São José, Nossa Senhora de Fátima, Maria Auxiliadora, Maristela, São José, Dom Marcolino, Nossa Senhora do Carmo e Santa Águeda. 
       Foi durante o governo de Dom Marcolino que surgiu, em Natal, a Ação Católica, dirigida pelo Padre Monte. Foi neste movimento, a partir da JMC (Juventude Masculina Católica) e JFC (Juventude Feminina Católica), que dois jovens sacerdotes iniciaram um trabalho pioneiro no Rio Grande do Norte. Eram os padres Nivaldo Monte e Eugênio de Araújo Sales, que iniciaram um trabalho de assistência social que foi sendo aprofundado ao longo do tempo inspirando posteriormente o que se denominou de “Movimento de Natal”. Vendo a realidade social de extrema pobreza que assolava grande parcela da população potiguar, os padres: Eugênio Sales, Expedito Medeiros, Nivaldo Monte, Alair Vilar, Manuel Tavares e Pedro Moura começaram a organizar reuniões para traçar estratégias e planejar ações para a promoção humana. Desse grupo surgiram muitas ideias que se propagaram pelo Brasil e pelo mundo. Esse conjunto de ações ficou conhecido como “Movimento de Natal”. Dentre os muitos frutos dessa experiência destacam-se o SAR (Serviço de Assistência Rural), as Escolas Radiofônicas, a Rádio Rural de Natal, a Escola de Serviço Social e a Campanha da Fraternidade.
   Em 1961, a saúde de Dom Marcolino mostrava sinais de fragilidade que o impossibilitaram de governar a arquidiocese. Neste sentido, no dia 9 de dezembro de 1961 a Santa Sé, nomeou Dom Eugênio Sales, Administrador Apostólico Sede Plena. Dom Marcolino faleceu seis anos depois, em Natal, no dia oito de abril de 1967.

Dom Eugênio de Araújo Sales
1º Bispo Auxiliar e Administrador Apostólico
“Sede Plena”
(Acari-RN, 8 de novembro de 1920 — Rio de Janeiro-RJ, 9 de julho de 2012)

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     Filho de Celso Dantas Sales e Josefa de Araújo Sales, nasceu no município de Acari, no Seridó potiguar, no dia 28 de novembro de 1920. De família muito católica, era bisneto de Cândida Mercês da Conceição, uma das fundadoras do Apostolado da Oração na cidade de Acari. Foi ordenado sacerdote pelas mãos de Dom Marcolino Dantas,  no dia 21 de novembro de 1943, na matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
No dia 01 de junho de 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Natal, pelo Papa Pio XII, recebendo a sé titular de Thibica. No dia 15 de agosto do mesmo ano foi ordenado bispo, por de Dom José de Medeiros Delgado, Dom Eliseu Simões Mendes e de Dom José Adelino Dantas.
     Em 1962 foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, função que exerceu até 1965, quando da nomeação de Dom Nivaldo Monte. Em 1964, foi transferido para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, 
     Como padre e, depois como bispo, promoveu um intenso trabalho sócio-pastoral, que se denominou “Movimento de Natal”. Tratava-se de um conjunto de serviço e atividades nas cidades e no campo, que abrangia: sindicatos rurais, colônias agrícolas, escolas radiofônicas, semanas rurais, treinamento para padres, religiosas e leigos, e organizou várias comunidades, centros sociais e outros. Fundou o Serviço de Assistência Rural - SAR, (1949) e a Emissora de Educação Rural (1958); construiu o Centro de Treinamento de Ponta Negra e iniciou a Construção da Nova Catedral. Algumas Iniciativas suas, como a Campanha da Fraternidade e os Secretariados Regionais da CNBB que se estenderam por todo Brasil.

Dom Nivaldo Monte
5º Bispo/2º Arcebispo Metropolitano

(Natal-RN, 15 de março de 1918 – Natal-RN, 10 de novembro de 2006)

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   Foi ordenado presbítero aos 12 de janeiro de 1941, em Natal/RN. Foi nomeado administrador apostólico de Aracaju/SE, no dia 27 de abril de 1963, pelo Papa João XXIII. A sagração episcopal ocorreu no dia 21 de julho de 1963, em Natal. Foi nomeado administrador apostólico de Natal, no dia 20 de abril de 1965, pelo Papa Paulo XVI. Foi nomeado Arcebispo, em 6 de setembro de 1967, para a mesma Arquidiocese e tomou posse, em Natal, aos 17 de setembro de 1967. Renunciou em 6 de abril de 1988.
     Ainda como Padre, Dom Nivaldo fundou a Escola de Serviço Social, em 1945, primeira instituição de ensino superior em Natal, e oito Centros Sociais em bairros periféricos. Como bispo, deu continuidade a este trabalho e fundou o Serviço de Assistência Urbana (SAUR); reabriu o Seminário de São Pedro, na rua Mipibu, e criou os Cursos de Filosofia e Teologia; construiu a Casa de Campo do Clero, em Emaús, e inaugurou a Nova Catedral, cujos trabalhos foram dirigidos por Dom Antonio Costa. Criou oito Paróquias e ordenou 21 Padres. Escreveu numerosos livros, entre eles “Formação do Caráter”, A Dor” e “O Coração é para Amar”. Faleceu no dia 10 de novembro de 2006 e foi sepultado em Emaús, nos Jardins do Monsteiro de Sant`Ana.

Dom Antônio Soares Costa
2º Bispo Auxiliar

(Nova Cruz-RN, 16 de junho de 1930 – Caruaru-PE, 07 de junho de 2003)

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     Dom Antônio Soares Costa nasceu aos 18 de junho de 1930, em Nova Cruz (RN). Foi ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1955, em Natal, e nomeado Bispo Auxiliar de Natal e em 02 de dezembro de 1971, pelo então Papa Paulo VI, que o nomeou Bispo de Sinnada e auxiliar de Natal.  Sagrado  bispo no dia 06 de fevereiro de 1972,  Dom Costa auxiliou Dom Nivaldo Monte nos anos do  Pós-Concílio Vaticano II e foi também o um dos idealizadores da “Nova Catedral”. À frente das obras da catedral, enfrentou uma situação difícil por falta de recursos para a construção.
       Antes do episcopado,  foi assistente eclesiástico da Juventude Estudantil Católica (JUC) e do Movimento Familiar Cristão (MFC). Como bispo, foi Vigário Geral e Coordenador da Pastoral,  nos governos de Dom Nivaldo Monte  e de Dom Alair Vilar; presidente do Regional Nordeste II, da CNBB, e presidente do  Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC); construiu a ala Santo Domingo, no Centro de Treinamento, em Ponta Negra; e assumiu a coordenação geral do XII Congresso Eucarístico Nacional. Dom Costa foi nomeado bispo de Caruaru em 27 de outubro de 1993, onde ficou até o fim de sua vida.

Dom Alair Vilar Fernandes de Melo
3º Arcebispo Metropolitano

(Natal-RN, 5 de junho de 1916 — Natal-RN, 20 de agosto de 1999)

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     O terceiro arcebispo de Natal nasceu em 6 de junho de 1916, na capital potiguar, e dedicou sua vida ao sacerdócio.  Ingressou no Seminário de São Pedro, aos dez anos, e foi ordenado padre aos 23, por Dom Marcolino Dantas. Como padre, assumiu a Paróquia de Goianinha, em 1939, e, em 1941, foi para Santa Cruz, onde passou dez anos como pároco. Foi reitor do Seminário de São Pedro, em 1952, ano em que foi nomeado Vigário Geral da Arquidiocese, permanecendo até 1970. Naquele ano, o Papa Paulo VI o nomeou bispo da Diocese de Amargosa, no interior da Bahia.
      Em 1988, após 18 anos como bispo de Amargosa, Dom Alair voltou ao Rio Grande do Norte, como Arcebispo Metropolitano de Natal. No início do seu governo, Dom Alair nomeou o Monsenhor Francisco de Assis Pereira como postulador da Causa, no Processo de Beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Foi durante seu pastoreio que, em 21 de novembro de 1988, houve a inauguração solene da nova Catedral Metropolitana, na Praça Pio X. Foi também durante seu governo que Natal sediou o XII Congresso Eucarístico Nacional, em 1991, que contou com a presença do papa João Paulo II, no seu encerramento. Criou sete paróquias. Durante cinco anos, assumiu o governo arquidiocesano, renunciando em 1993.  Dom Alair faleceu no dia 20 de agosto de 1999, em Natal.

Dom Heitor de Araújo Sales
7º Bispo/4º Arcebispo Metropolitano

(São José de Mipibu/RN, 29 de julho de 1926)

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    Foi ordenado presbítero no dia 03 de dezembro de 1950, em Natal/RN. Em 1950, assumiu a Paróquia da Imaculada Conceição, de Nova Cruz/RN. Em 1951, voltou a residir em Natal para assumir a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol. Ainda na capital, foi Capelão do Colégio Marista, em 1953. No período de 1962 a 1978, assumiu a catedra de professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Exerceu também o encargo de Vigário Episcopal para Religiosas, no período de 1968 a 1978.
     Recebeu a sagração Episcopal no dia 16 de julho de 1978, em Natal/RN. Seu Lema Episcopal é Unitate Pace Gaudio (Unidade com Paz e Alegria). Foi bispo da Diocese de Caicó/RN (1978 – 1993), marcando a história daquela diocese, principalmente no tocante ao trabalho pastoral com as vocações. 
       Em 1993, foi elevado Arcebispo Metropolitano de Natal, onde permaneceu até 26 de novembro de 2003, quando o Papa João Paulo II, aceitou a sua renúncia, assumindo ainda o encargo de Administrador apostólico até a chegada de seu sucessor.
        Nos dez anos de governo de Dom Heitor Sales, as vocações foram incentivadas como uma das prioridades de seu pastoreio. Neste sentido, ele promoveu a restauração e ampliação das instalações do Seminário de São Pedro e a valorização do diaconato permanente. Como fruto desse esforço foram ordenados 44 padres e criadas 15 paróquias. Foi também neste período que houve a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 5 de março 2000.

Dom Matias Patrício de Macêdo
5º Arcebispo Metropolitano

(Santana do Matos-RN, 14 de abril de 1936)

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      Foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de Dom Eugênio de Araújo Sales, no dia 14 de julho de 1963, na Catedral de Natal. Em dezembro de 1963, foi nomeado Vigário Cooperador de Ceará-Mirim, de onde saiu meses depois para, em 10 de julho de 1964, assumir a Paróquia de Canguaretama e Pedro Velho. Em 1968, foi transferido para Nova Cruz, onde permaneceu por 22 anos.
     Foi eleito bispo para Diocese de Cajazeiras (PB), no dia 12 de julho de 1990, sendo ordenado por Dom Alair Vilar, em Nova Cruz. No ano de 2000, foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Campina Grande-PB. No ano seguinte, foi eleito Bispo Titular da Diocese de Campina Grande.
     Em 26 de novembro de 2003, foi elevado a Arcebispo, eleito para a Arquidiocese de Natal. Sua posse ocorreu na Catedral Metropolitana de Natal, em 25 de janeiro de 2004. Ao completar 75 anos, em 2011, Dom Matias pediu renúncia ao Papa Bento XVI, que em 21 de dezembro daquele ano, aceitou o pedido e o nomeou como Administrador Apostólico até a chegada de seu sucessor, Dom Jaime Vieira Rocha. 
      Em seu pastoreio, Dom Matias mobilizou a Arquidiocese para um grande projeto de missões populares, visitando várias paróquias na capital e interior. O período foi coroado pelo triênio de preparação para o centenário da diocese. O triênio culminou com o primeiro Congresso Eucarístico Missionário, de 25 a 29 de dezembro de 2009. Dom Matias ordenou 58 padres, sendo o bispo que mais ordenou sacerdotes para a Igreja de Natal, até aquele momento.

Dom Jaime Vieira Rocha
6º Arcebispo Metropolitano

(Tangará-RN, 30 de março de 1947)

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      Desde menino se interessou pelo conhecimento da vida da Igreja e da sociedade. Mais tarde essa dupla curiosidade veio a se refletir nas suas escolhas de formação e vida. Optou por cursar Sociologia Política na Fundação José Augusto/UFRN e, em vista da vocação sacerdotal, cursou Teologia, parte no Seminário de São Pedro e parte na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo/SP. Concluiu os estudos de formação presbiteral no Seminário do Ipiranga, em São Paulo.
      No dia 01 de fevereiro de 1975 foi ordenado padre, por Dom Nivaldo Monte, no Ginásio Poliesportivo do SESC, em Natal. A primeira experiência presbiteral foi na Paróquia São João Batista, na cidade de Pendências-RN, onde permaneceu por 12 anos. Nesse período também foi coordenador arquidiocesano e membro da Comissão Regional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). 
    Em 01 de fevereiro de 1987 assumiu a reitoria do Seminário de São Pedro, onde permaneceu por 8 anos. Nesse tempo, também desenvolveu as missões de vigário episcopal para as Pastorais Sociais, coordenador diocesano de Vocações e Ministérios e Diretor Espiritual do Encontro de Casais com Cristo (ECC). No propósito de uma melhor formação participou da atualização para formadores de Seminários em Roma, Itália.
Foi nomeado Bispo para a Diocese de Caicó-RN, no dia 29 de novembro de 1995. A ordenação episcopal aconteceu no dia 06 de janeiro de 1996, na Basílica de São Pedro, em Roma-Itália, pelo então Papa João Paulo II. Foi Bispo de Caicó de 1996 a 2005, onde empenhou-se em compreender a relação da Igreja com os desafios do Semiárido, empreitada que o levou a criar e presidir a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Seridó (ADESE).
      De 2005 a 2011 foi bispo de Campina Grande-PB. Nas terras da Borborema inscreveu-se na tradição dos bispos do Nordeste preocupados com o desenvolvimento da Região e, juntamente com representantes das Universidades e outras instituições da sociedade civil, criou e preside até os dias atuais o Observatório Social do Nordeste (OBSERNE). De 2007 a 2008, acumulou o cargo de Administrador Apostólico de Guarabira-PB.
     De 2010 a 2012, a vontade de aprofundar os conhecimentos sobre o fenômeno religioso o fez cursar, não obstante as atribuições de bispo, o Mestrado em Ciências da Religião na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), onde defendeu a dissertação “Monsenhor Expedito Sobral de Medeiros: um arauto da dignidade humana no Sertão Potiguar”.
A nomeação para arcebispo de Natal aconteceu em 21 de dezembro de 2011 e a posse, em Natal, se deu em 26 de fevereiro de 2012. O zelo pelo trabalho pastoral levou-o a assumir desígnios da Igreja como as seguintes comissões: Comissão Episcopal para Amazônia, Bispo Referencial da Comissão Episcopal Regional para a Vida e a Família, vice-Presidente do Regional Nordeste 2, Bispo Referencial da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.
     Atualmente é o bispo referencial de Comunicação do Regional Nordeste 2 da CNBB e também é o Presidente da Comissão Especial para a “Causa dos Santos” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Fonte: pesquisa de José Rodrigues da Silva Filho
Historiador