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ARTIGO - Câmara Cascudo e seu protagonismo na Igreja do Rio Grande do Norte (RN)

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Pe. José Freitas Campos

Prof. Tállison Ferreira da Silva

 

Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) foi um homem profundamente vinculado à cultura, à história e às tradições religiosas de seu povo. Nascido em Natal, manteve, ao longo de sua trajetória intelectual, estreita relação com a fé católica e com a vida religiosa do Rio Grande do Norte. Ele foi batizado no dia 9 de maio de 1899, na Igreja do Bom Jesus das Dores, na Ribeira, pelo Padre João Maria Cavalcanti de Brito (1848–1905), sacerdote que se tornou conhecido pelo povo potiguar como o “Anjo de Natal”. Durante a celebração, seu nome foi pronunciado em latim como Ludovicus, correspondente a Luís.


Na juventude, Câmara Cascudo esteve ligado à Congregação Mariana dos Moços. Foi também professor de História no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas. Nesse contexto, manteve convivência e diálogo com Otto de Brito Guerra (1912–1996), Hélio Mamede de Freitas Galvão (1916–1981) e Ulisses de Góis, entre outros. Ademais, nas grandes solenidades da Arquidiocese de Natal, Cascudo era frequentemente convidado a proferir discursos alusivos às celebrações e acontecimentos que marcavam a vida eclesial potiguar. Sua presença nesses momentos evidencia o reconhecimento de que desfrutava no ambiente religioso e cultural do Estado.


Entre suas obras publicadas destacam-se: Notícia Histórica do Município de Santana do Matos, publicado em 1955 e relançada em 2025 uma organização de Pe. Clodoaldo Farias, pelo Pe. José Freitas Campos e pelo Prof. Tállison Ferreira, contando ainda com texto de quarta capa escrito por sua neta, Daliana Cascudo. Em 1955, foi publicada Paróquias do Rio Grande do Norte, pelo Departamento de Imprensa de Natal.  Quando a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Nova Cruz, completou cem anos de sua criação, Câmara Cascudo também se fez presente por meio da escrita. A pedido de seu pároco, Mons. Pedro Moura, produziu um opúsculo alusivo ao centenário da paróquia. Essa contribuição demonstra, mais uma vez, a atenção que o historiador dedicava à preservação da memória religiosa do Rio Grande do Norte. A segunda edição dessa publicação está prevista para 2026.


Assim, ao recordar os 40 anos de seu “encantamento”, expressão utilizada pelo próprio Cascudo para se referir à morte, a Igreja do Rio Grande do Norte tem razões para reconhecer e agradecer a contribuição extraordinária desse pesquisador para a preservação da memória religiosa, cultural e histórica do povo potiguar.

Luís da Câmara Cascudo, PRESENTE!

 
 
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