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ARTIGO - Padre Luís Monte em Natal: sábio e santo

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

 

Pe. José Freitas Campos

Do clero da Arquidiocese de Natal


O Cônego Luís Gonzaga Monte (1905-1944), do clero da então Diocese de Natal (RN), destacou-se por sua inteligência e santidade, razão pela qual deu nome a ruas, colégios, bibliotecas, entre outras instituições. Foi membro fundador da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e primeiro ocupante da Cadeira nº 22, cujo patrono é o Cônego Luís Fernandes de Queiroz.


Embora tenha nascido em Vitória de Santo Antão (PE), seus pais, Pedro e Belarmina Monte, mudaram-se logo para o Rio Grande do Norte, com o propósito de proporcionar melhor educação aos filhos. Pertencia a uma família de tradição sacerdotal, da qual também faziam parte seus irmãos Dom Nivaldo Monte, segundo arcebispo de Natal, e o Padre Orígenes Monte.


Iniciou seus estudos em Natal, no Colégio Diocesano de Santo Antônio, em 1918, atual Convento dos Frades Capuchinhos. Nesse mesmo ano, em que foi fundada a Congregação Mariana de Nossa Senhora da Apresentação, tornou-se membro da instituição. No ano seguinte (1919), ingressou no Seminário de São Pedro, onde se destacou entre os colegas por sua notável capacidade intelectual.


Com formação em Filosofia e Teologia, escreveu numerosos artigos para o jornal A Ordem e outros periódicos. Sua habilidade com a escrita resultou em importantes trabalhos, posteriormente compilados pelo professor Jurandir Navarro em uma antologia de dez volumes.


Em 4 de agosto de 1944, após sua Páscoa definitiva, o historiador Luís da Câmara Cascudo escreveu a crônica "Bolsa de Estudos Eclesiásticos", na qual enalteceu a inteligência, a humildade e a devoção do Padre Monte. Sua humildade manifestava-se na simplicidade de vida que levava; sua inteligência, nos estudos científicos que realizou; e sua devoção, nas inúmeras ações caridosas que praticava.


Outro fato relevante foi a abertura do processo de beatificação do Padre Monte, encaminhado pela Arquidiocese de Natal em 10 de dezembro de 2004. Em 2005, a Congregação para as Causas dos Santos emitiu parecer favorável ao prosseguimento do processo, reconhecendo a legitimidade da documentação referente às virtudes e à vida desse sacerdote.


Recentemente, a família Monte entregou oficialmente à Arquidiocese de Natal, sob os cuidados de Dom João Santos Cardoso, todo o acervo reunido ao longo dos anos sobre Dom Nivaldo Monte e seu irmão, o Padre Luís Monte, para integrar o Arquivo Oficial da Cúria Metropolitana. A iniciativa visa preservar a memória e o legado desses dois ilustres homens da Igreja, das letras e da ciência.

 
 
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