top of page

Felinto Lúcio e a música sacra seridoense

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Pe. José Freitas Campos


A cada ano, no novenário, em preparação para a Festa de Santana, na Catedral de Caicó/RN, a assembleia celebrante, entoa o “Pai-Nosso” e “Tão Sublime Sacramento”, por ocasião da Benção do Santíssimo, com belas melodias que nos elevam. Contudo, nem toda a assembleia tem conhecimento de que o autor destas melodias, é o músico Felinto Lúcio Dantas, do município de Carnaúba dos Dantas, nascido em 1898.

Felinto Lúcio foi um compositor e maestro reconhecido como uma figura central na Música do RN, especialmente para Bandas Filarmônicas. Foi com a Música Sacra, que ele atravessou as fronteiras do nosso Brasil. A sua música, “A Quinta Novena”, foi apresentada ao Papa João Paulo II, em 1997, e o “Tão Sublime Sacramento”, foi cantada no Vaticano, em 2021, com uma melodia que teve uma introdução inspirada no canto do pássaro “Anu-branco”.

Nosso maestro chegou a compor mais sessenta músicas sacras, incluindo hinos, missas e novenas. Também se dedicou à composição de ladainhas, motetos eucarísticos e melodias para textos litúrgicos oficiais. Vale ressaltar, que dentre as suas composições estão vários hinos de padroeiros, entres eles, o Hino de Nossa Senhora da Guia (Acari/RN), Hino de São Sebastião (Picuí/PB), o Hino da Cidade Carnaúba dos Dantas/RN e do Centenário de Caicó/RN.

Ao longo de sua vida, exerceu a profissão de agricultor. Essa atividade coexistia com intensa produção musical, refletindo a centralidade da música em sua vida. Cabe destacar que a sua influência musical se deve ao seu primo Tonheca Dantas, autor da famosa música “Royal Cinema”. Assim, em decorrência do seu trabalho musical, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito, do estado do Rio Grande do Norte, em 1986, grau oficial.

Felinto Lúcio continuará uma referência para a música sacra, no Rio Grande do Norte – RN.

 
 
bottom of page