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ARTIGO - Rumo à Páscoa, em campanha, celebremos a fraternidade

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Pe. Rodrigo Paiva

Coordenador arquidiocesano de Campanhas


À medida que nos aproximamos da Páscoa do Senhor, nosso coração se enche de esperança e renovação. A caminhada quaresmal, marcada pela oração, pelo jejum e pela caridade, vai desabrochando na certeza da vida nova que brota do Cristo Ressuscitado. Como nos recorda a Palavra de Deus, “se alguém está em Cristo, é uma nova criatura” (2Cor 5,17). É nesse horizonte pascal que a Campanha da Fraternidade encontra seu pleno sentido: não como algo que se encerra, mas como um caminho que se prolonga na vida.


A Campanha da Fraternidade 2026 nos convidou, à luz do seu texto-base, a reconhecer que “a fé cristã exige compromisso concreto com a transformação da realidade, especialmente junto aos mais vulneráveis”. Ao longo destes quarenta dias, fomos chamados a ver, julgar e agir, deixando-nos interpelar pelas dores do mundo e pela urgência da fraternidade. Contudo, seria um equívoco reduzir essa experiência a um tempo passageiro. A Quaresma não é um ponto final, mas um ponto de partida.


O magistério da Igreja nos recorda que “a caridade é a via mestra da doutrina social” (Bento XVI, Caritas in Veritate, n. 2), e é precisamente essa caridade que agora deve ganhar corpo em iniciativas concretas. Aquilo que rezamos e meditamos precisa tornar-se gesto, compromisso e transformação. A fraternidade celebrada deve ser fraternidade vivida.


Na Arquidiocese de Natal, este tempo pascal inaugura uma etapa ainda mais exigente e fecunda. O Setor de Campanhas intensificará suas ações ao longo de todo o ano, articulando projetos, fortalecendo parcerias e acompanhando as iniciativas que nasceram no coração das comunidades durante a Quaresma. Queremos assegurar que os anseios suscitados nestes dias não se percam, mas encontrem caminhos concretos de realização.


Assim, ruma à Páscoa, seguimos em campanha. Não mais apenas como um exercício quaresmal, mas como um compromisso permanente com a vida, a dignidade e a justiça. Como discípulos do Ressuscitado, somos enviados a testemunhar que a fraternidade não é uma ideia, mas uma prática cotidiana. E que, sustentados pela graça de Deus, podemos transformar o mundo a partir do amor que celebramos.


E desde já, Feliz Páscoa!

 
 
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