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ARTIGO - Dom Luís – um norte-rio-grandense  de Pau dos Ferros e os encontros intereclesiais de CEBs

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura


Pe. José Freitas Campos

Do clero da Arquidiocese de Natal

 

D. Luís Gonzaga Fernandes nasceu em 24 de agosto de 1926, no distrito de Vitória de Santo Antônio, município de Pau dos Ferros/RN. D. Luís foi um grande nome no meio do episcopado nacional brasileiro.

Estudou Filosofia no Seminário de Nossa da Conceição, em João Pessoa/PB. Cursou Teologia na Universidade Gregoriana, em Roma, onde foi considerado um aluno dos mais brilhantes que já passaram pela instituição. Sua ordenação presbiteral aconteceu em Roma, no dia 08 de dezembro de 1950.


Após a ordenação sacerdotal, ao retornar ao Brasil, foi nomeado Reitor do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição, em João Pessoa/PB, e lá permaneceu até a sua nomeação para bispo, em 1965.


Foi sagrado bispo, em de dezembro de 1965, por ocasião do encerramento do Concilio Vaticano II, também em Roma. Durante a sua permanência em Roma, residiu sempre no Pontifício Colégio Pio Brasileiro.


Após a sua ordenação episcopal, aos 39 anos de idade, foi escolhido pelo Papa Paulo VI, para ser o bispo auxiliar do Arcebispo da Arquidiocese de Vitória/ES, D. João Baptista da Motta e Albuquerque. Foi nomeado bispo diocesano de Campina Grande/PB, em 1981.

Como intelectual, D. Luís foi jornalista, escritor e orador que sempre se esmerou pela beleza do estilo e a pureza da linguagem. Deixou centenas e milhares de artigos veiculados em jornais de João Pessoa/PB, Vitória/ES e Campina Grande/PB. Além disso, foi professor e fundador da Universidade Federal da Paraíba, UFPB, onde se destacou como titular da disciplina de Filosofia.


Nas décadas de 1950 e 1960, se espalhava por todo Brasil, as experiências de Igreja Comunidade de Fé, Culto e Caridade. Em várias regiões, tivemos experiências significativas, tais como: São Paulo do Potengi/RN, Pirambu/CE, Cravinhos/SP, Timbó/PB, entre outras.


Isto tudo inspirou D. Luís a levar ao episcopado brasileiro, a proposta de encontros dos representantes dessas comunidades de bases, onde pudessem partilhar as suas lutas, suas conquistas e seus caminhos. Com a aprovação unânime do episcopado brasileiro, surgiram os Encontros Intereclesiais de Base, com o primeiro realizado em Vitória/ES, em 1975, com a presença de inúmeros líderes das Comunidades Eclesiais de Base, CEBs, espalhados pelo Brasil e América Latina. Estes encontros como expressão de Igreja na Base e como sinal de fidelidade aos ensinamentos de Jesus, aconteceram ao longo desses cinquenta anos.


O próximo Intereclesial irá acontecer em julho de 2027, com o tema “CEBs: Caminhando com as Juventudes na alegria do Evangelho, à serviço do Reino”, em Cachoeiro de Itapemirim/ES.


Neste ano, em que celebramos o centenário do nascimento de D. Luís (1926-2026), este artigo faz memória de um dos grandes bispos do Brasil que marcaram a Igreja Povo de Deus.

 
 
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