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“A vida é missão”


Dom Jaime Vieira Rocha Arcebispo de Natal

Prezados/as leitores/as!


Na próxima semana, no dia 2 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa da Apresentação do Senhor e o Dia Mundial da Vida Consagrada. Um dia de louvor e gratidão por todos os religiosos e religiosas, de modo especial, os que vivem, trabalham e dão testemunho de consagração em nossa Igreja Particular: carmelitas, filhas da caridade, filhas de Santana, filhas do Amor divino, irmãs franciscanas do Bom Conselho, franciscanas hospitaleiras, irmãs da Divina Providência, irmãs da Glória, irmãs de Belém, do Bom Pastor de Quebec, do Imaculado Coração de Maria, do Sagrado Coração de Jesus, missionárias carmelitas, franciscanas missionárias de Maria Auxiliadora e Salesianas, todas anunciam a maternidade espiritual que gera filhos e filhas no ensinamento da fé, no cuidado aos enfermos e no compromisso de amor ao próximo, especialmente aos mais necessitados. E como não lembrar, também, os presbíteros e irmãos religiosos, missionários da Sagrada Família, capuchinhos, maristas, redentoristas, vicentinos, salesianos, jesuítas, filhos de Santana, bons e admiráveis colaboradores no serviço pastoral. Deus os abençoe sempre e torne fecunda a consagração que fizeram.


Os religiosos e religiosas lembram a todos nós que a vida é missão. A presença e o testemunho deles nos mostram a centralidade de Jesus Cristo. Conhecer Jesus Cristo, encontrar nele o sentido verdadeiro da vida é o que caracterizará a nossa resposta aos questionamentos que a sociedade pós-moderna nos coloca. Para Jesus a vida é missão. Uma missão que é caminho, que dá liberdade e que abre o coração para o outro, para a comunidade, para a fraternidade. É esta a nossa grande motivação, é esta a força de nossa convicção. A nossa vida de fé terá sua eficácia a partir do momento em que formos iluminados e guiados pela mística de Jesus Cristo, anunciador do Evangelho e criador da fraternidade em nossas comunidades. Mística do dom, da abertura de coração, da vivência de rede de comunidades, da experiência de comunidades acolhedoras, servidoras e missionárias. A vida consagrada, e com ela, a vida cristã terá sentido através desse caminho: conhecer cada vez mais Jesus Cristo, o seu Evangelho, a sua centralidade. É urgente, é necessário. Somente insistindo no conhecimento de Jesus Cristo é que seremos verdadeiros missionários. Somente com mística é que nossas ações serão verdadeira missão, pois brotarão da vida e vida é missão.


Também a vida consagrada experimenta suas tentações. Esquecer Jesus Cristo como centro, esquecer que a vida é missão, pode levar alguns ao narcisismo e à autorreferencialidade. O Papa Francisco refletiu isso no ano passado: “Podemos perguntar-nos, irmãos e irmãs: O que é que move os nossos dias? Que amor nos impele a seguir em frente: o Espírito Santo ou a paixão do momento, isto é, uma coisa qualquer? Como nos movemos na Igreja e na sociedade? Às vezes, mesmo por trás da aparência de boas obras, podem ocultar-se a traça do narcisismo ou o frenesi do protagonismo... Far-nos-á bem, a todos nós, verificar hoje as nossas motivações interiores, discirnamos as moções espirituais, porque a renovação da vida consagrada passa primariamente por aqui” (FRANCISCO. Homilia do dia 2 de fevereiro de 2022. Festa da Apresentação do Senhor. Basílica de São Pedro, Vaticano).


Obrigado, Senhor, pela vida religiosa consagrada. Que ela seja sempre esse testemunho de uma vida cheia de alegria, de entrega à missão de evangelizar e de compromisso com Cristo e com os irmãos e irmãs.




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