Antes de lançar um
boletim, é muito importante que haja planejamento. Este deve
seguir as seguintes etapas:
a) Análise:
nesta etapa, deve-se refletir: o boletim é, realmente,
o que precisamos para ampliar a comunicação em nossa paróquia?
A comunidade quer mesmo o boletim? Quem será o nosso público?
Quantos parceiros e voluntários necessitamos para dar os passos
iniciais? É viável a produção do informativo?
Temos recursos financeiros para este empreendimento?
Também é importante fazer uma pesquisa junto à
comunidade para saber se o povo queria mesmo o Boletim e o que deveria
ser publicado. Se a Paróquia define, por exemplo, que o público-alvo
do boletim será as pessoas que freqüentam as missas, então
deve preparar um questionário para ser aplicado junto aos fiéis,
antes e depois das missas. Dados coletados e compilados, é hora
de partir para a segunda etapa:
b) Planejamento:
O planejamento evita que façamos as coisas aleatoriamente. Fazer
por fazer, sem saber porque se está fazendo, é irracional
e provoca desperdício de tempo, de recursos e, o pior, provoca
desânimo.
No planejamento, devem ser levados em consideração os
seguintes pontos:
- O que vamos fazer? Um boletim. Mas, será semanal, mensal, bimensal?
Qual o seu tamanho?
- Para quê vamos produzir um boletim? Este é o momento
de elaborar objetivos claros, de explicitar os resultados que o grupo
quer alcançar com a atividade a ser realizada. Os objetivos devem
ser curtos, simples e claros. O objetivo pode ser geral (a longo prazo)
ou específico (a médio e curto prazos). Nesta etapa, a
equipe não pode esquecer de definir a linha editorial (estilo)
do Boletim: será informativo, formativo, trará notícias
“velhas” ou apenas notícias “quentes”,
divulgará somente notícias da Paróquia?
- Como vamos fazer? Agora, os participantes pensam a sua metodologia
de trabalho. A equipe define que programa de computador vai usar (Word,
PageMaker, CorelDraw, Quaker Express ...), onde vai imprimir, como vai
distribuir o informativo etc. Aliás, aqui é importante
a equipe definir que materiais dispõe e quais precisa adquirir:
sala, computador (de preferência, com programas próprios
para trabalhar com jornal - Ex.: PageMaker), impressora, scanner, máquina
fotográfica, papel ofício. Tudo deve ficar suficientemente
explicado e claro.
- Quando vamos fazer? Aqui, são definidas datas, prazos. Quando
vai ser a reunião de pauta, quando os repórteres devem
entregar as matérias, quando “fechar”a edição,
quando distribuir etc.
- Onde? Neste ponto, é definido onde vai produzir o informativo,
além de identificar o raio de alcance geográfico do trabalho:
quantas comunidades querem abranger?
- Quem vai fazer o quê? Não basta ter tudo definido e arrumado
no papel. O plano, por si só, não teria vida, sem as pessoas
que vão colocá-la em prática. Assim, é hora
de definir quem vai buscar as notícias, redigir, fotografar,
buscar anúncios, revisar, levar para a gráfica e distribuir
o Boletim.
- E os recursos? Agora é hora de definir como arrumar dinheiro
para as despesas com material de expediente, equipamentos, impressão...?
Dízimo? Anúncios? Promoções? Assinaturas?
Tudo o que vamos fazer exige
um pensar antes. Este é um exercício de racionalidade,
associado à nossa instituição e aos nossos sentimentos.
c) Implementação:
esta é a hora de colocar a mão na massa. É
hora de fazer a pauta, redigir, editar, diagramar, revisar, acertar
detalhes gráficos e distribuir o impresso. Nesta etapa, a equipe
não pode esquecer, em nenhum momento, o que já foi planejado.
d) Avaliação:
isso deve ser feito sempre. Avaliar não somente com a própria
equipe, mas como os leitores também, através de uma pesquisa.
A avaliação é uma ferramenta importante, uma vez
que, através dela, podemos verificar se estamos no caminho certo,
corrigindo os possíveis erros, aperfeiçoando cada vez
mais o nosso trabalho. Com a avaliação, concluímos
se está no momento de parar uma atividade ou de continuar.
TRABALHO EM EQUIPE
Todo trabalho se torna mais
produtivo quando é feito em grupo, principalmente o trabalho
de comunicação, que exige a divisão de tarefas,
de acordo com os dons de cada um e com as diversas modalidades.
Para produzir um bom boletim paroquial, é importante que a equipe
responsável se divida em:
. Conselho editorial: grupo responsável por planejar as pautas
(assuntos) a serem publicados.
. Pauteiro: é a pessoa encarregada da elaboração
das pautas (lista de assuntos ou temas que deverão entrar uma
edição do boletim), informando aos repórteres o
fato e qual o enfoque deve ser dado a ele, ou seja, como a matéria
ou entrevista deve ser direcionada. Ele também pode ser o responsável
pelo contato com as fontes (pessoas com as quais os repórteres
devem conversar).
. Editor: este tem uma função muito importante e responsável.
É ele quem checa a fidelidade da pauta, antes de publicá-la.
Cabe ao editor, conferir dados, informações e garantir
a veracidade da notícia. E ainda mais: definir se tal matéria
deve ocupar um lugar privilegiado ou não; se tal matéria
deve ser maior ou menor etc.
. Repórtes e redatores: são os responsáveis pela
coleta de informações. São eles quem entrevista
o padre, o prefeito, o agente de pastoral... E, também são
responsáveis pela redação das notícias.
. Revisor: para que o boletim não saia cheio de erros gramaticais,
a Paróquia pode convidar um professor de Língua Portuguesa
para fazer parte da equipe. Logo, esta pessoa passa a corrigir os erros
de ortografia, de concordância e de digitação.
. Diagramador: é a pessoa que tem mais habilidade em informática,
principalmente com o programa utilizado para a montagem do boletim.
É essa pessoa quem vai distribuir as matérias e suas respectivas
ilustrações nas páginas do impresso.
TEXTO
BOM ATRAI LEITOR. TEXTO RUIM ESPANTA LEITOR
Todo texto jornalístico
deve ser claro, objetivo, conciso e, principalmente, “sedutor”.
No entanto, pequenos detalhes os diferenciam uns dos outros. Vamos conhecer
alguns tipos de textos?
a) Artigo: texto jornalístico, opinativo, informativo
e assinado pelo autor. Possui estrutura semelhante à de um comentário.
b) Editorial: texto jornalístIco, opinativo
e informativo, não assinado pelo autor. Exprime a opinião
do Meio de Comunicação (em nosso caso, do Boletim). Pode
se referir a alguma notícia publicada na edição
ou não.
c) Crônica: texto poético. Geralmente
é narrativo. Ë leve e tem humor.
d) Notícia: texto informativo, inédito,
impessoal, que relata um fato ocorrido ou que está para acontecer.
Prioriza a objetividade, clareza e imparcialidade.
e) Reportagem: é uma notícia ampliada,
com maior riqueza de detalhes, contendo entrevistas, pesquisas, depoimentos
etc.
f) Nota (“notinhas”): informação
mais curta, de um único parágrafo, menos relevante do
que a explorada em uma notícia ou reportagem. Geralmente responde
às perguntas: o que, quem,quando, onde e como.
g) Coluna: é identificada pelo autor que a assina
e emite opiniões sobre determinados assuntos.
h) Entrevista: constitui uma das principais fontes
de informação de um jornal e está presente, direta
ou indiretamente, na maioria das notícias que ele publica. Ela
pode ser a própria reportagem como apenas parte dela. Alguns
meios de comunicação impressos preferem abordar determinados
assuntos em forma de perguntas e respostas.
i) Enquete: pesquisa, baseada em testemunhos e opiniões,
sobre determinado assunto. Geralmente, os Meios de Comunicação
publicam o resultado da enquete.
h) Carta: é a opinião do leitor sobre
determinado assunto.
REDAÇÃO
JORNALÍSTICA
Antes de detalharmos cada
parte que compõe a redação jornalística,
é bom refletirmos sobre Texto Jornalístico. Este deve
ter uma linguagem clara e objetiva, principalmente quando se trata de
um texto para um boletim paroquial. Vamos lembrar que o nosso público
é heterogêneo, isto é, vai desde professores, doutores,
até os menos escolarizados.
Há alguns elementos essenciais que devem ser considerados:
- Objetividade: o redator deve se ater ao acontecimento ou fato, sem
muitos rodeios e floreios.
- Clareza: nada de termos rebuscados, confusos, de pouco uso. É
melhor usar palavras simples, do dia-a-dia.
- Concisão: não seja prolixo, seja breve.
Use sempre:
- Ordem direta das frases: sujeito + verbo + complemento.
- Frases curtas, em parágrafos de quatro a oito linhas, em média.
- Verbos de ação (realizar, capacitar, dizer, comemorar
etc):
- Textos imparciais e objetivos (não exponha opiniões,
mas fatos, para que o leitor tire deles as próprias conclusões).
- Em primeiro lugar, a designação do cargo ocupado pelas
pessoas e não pelo nome.Ex.: O Arcebispo de Natal, Dom Matias
Patrício de Macêdo.
- Os números de um a dez, assim como cem, mil, milhão,
bilhão, devem ser escritos por extenso. Os demais, em algarismo.
Exceções: datas, horas, endereços e idades podem
ser representados por algarismos.
- Quando aparecerem siglas pela primeira vez no texto, indicar por extenso
o significado, antes da sigla. Ex.: Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil – CNBB. A partir da segunda vez pode usar apenas a sigla.
Evite sempre:
- Adjetivos, como: grande, importante, valioso, bonito, magnífico...
- Formas pessoas (eu, nós).
- Começar períodos ou parágrafos seguidos com a
mesma palavra.
- Gíria, jargão e coloquialismo.
- Termos técnicos. Só use quando for absolutamente indispensável
e, nesse caso, coloque o significado entre parênteses.
- Termos como: “senhor”, “dona”, “seu
fulano”. Médicos, engenheiros, advogados não devem
ser chamados de “doutores” e, sim, com a denominação
de suas profissões. Ex.: O pediatra, Joaquim Navarro; a advogada,
Cristina Silva...
- Preciosismos ou expressões que pretendem substituir termos
comuns, como: causídico, soldado de fogo, elenco de medidas,
, chefe do executivo, precioso líquido, aeronave, casa de leis
etc
Mas, enfim, o que é
notícia?
- É um fato atual, de interesse para um grande número
de pessoas.
- É um recorte da realidade que está a nossa volta, e
que se destaca pela importância que assume na vida das pessoas.
Para ser notícia, o fato precisa responder a pelo menos dois,
dos seguintes temas:
- Imediatismo: o que agora é sempre mais importante do que já
não é mais novidade. Quanto mais fresquinha for a notícia,
melhor. Notícia é coisa da “hora”. Se o fato
já aconteceu, só o conte se, por causa dele, aconteceu
outra coisa importante, isto é, deve um desdobramento.
- Ineditismo: priorize as coisas inéditas, que não acontecem
normalme e sem todos os dias. A novidade, o curioso, o inédito
torna o fato uma boa notícia para qualquer meio de comunicação:
rádio, jornal, revista, televisão...
- Proximidade geográfica - os fatos locais são sempre
mais interessantes para as pessoas do que aqueles que acontecem distante
delas. Assim, contar o que acontece na própria comunidade ou
município chama a atenção e desperta o interesse
das pessoas pelo meio de comunicação.
A notícia
parte por parte
Para se redigir uma boa
notícia, principalmente, quando se trata de reportagem, a primeira
coisa que se deve fazer é elaborar uma pauta. Ela (a pauta) é
a orientação para que o repórter construa a matéria,
baseada em informações vindas das fontes (relises, telefones,
e-mails, fax, matérias divulgadas em outros Meios, entrevistas,
conversas informais).
Agora que você já sabe o que uma boa reportagem nasce de
uma boa pauta, vamos falar do LEAD (ou lide, em português). O
lide é o início do texto, que alguns chama de ‘cabeça
da matéria’, porque contém as informações
mais importantes, de forma bastante clara. O lide deve responder a seis
perguntas:
1) O quê? (O que aconteceu, está acontecendo ou ainda vai
acontecer).
2) Quem? (Os personagens que participam do fato).
3) Quando? (Dia e hora do acontecimento).
4) Onde? (Local: bairro, cidade, comunidade rural).
5) Como? (De que forma tudo aconteceu, está acontecendo ou vai
acontecer).
6) Por quê ou para quê? (Motivos e/ou objetivos).
É importante saber que não existe uma ordem exata para
responder às perguntas que compõem o lide. O redator pode
usar a criatividade, pois uma mesma notícia pode iniciar com
“o quê” ou com “quem”ou com qualquer uma
das outras perguntas. Todavia, o comunicador precisa ter sensibilidade
para começar o texto com o aspecto mais importante da notícia.
O lide deve está localizado no primeiro parágrafo da matéria.
Porém, vale observar que nem todo lide responde às seis
perguntas. Em alguns casos, o “como” e o “por que”
aparecem em parágrafos posteriores à “cabeça”
da matéria. Tudo depende da importância que essas duas
perguntas têm para a notícia.
Há uma técnica chamada de “pirâmide invertida”,
que nos ajuda a elaborar a notícia. Esta técnica consiste
em construir o texto em seqüência, partindo dos dados mais
importantes para os secundários.
Pronta a notícia, é a vez de elaborar o TÍTULO,
uma das partes mais lida do Boletim. Aqui, estão algumas dicas
para elaborar um título bem atrativo, sedutor:
. A ordem direta é primordial (Ex.: Arquidiocese celebra festa
da padroeira).
. Conter poucas palavras.
. Trazer sempre um verbo de ação e, preferencialmente,
no presente do indicativo.
. Deve ser um resumo do texto
. Dá preferência às frases afirmativas.
E o SUBTÍTULO? Alguns o chamam de gravata ou
sutiã. É a frase que vem logo abaixo do título.
É uma espécie de complemento do título.
Também há o INTERTÍTULO. Trata-se
de uma ou duas palavras colocadas entre um parágrafo e outro
para dar uma suavidade à página. O intertítulo
resume o assunto do parágrafo seguinte. É aconselhável
que sejam usados a cada 25 ou 30 linhas.
CHAPÉU. É uma única palavra que
vem logo acima do título. É como se fosse o resumo do
texto, numa só palavra.
OLHO não é apenas uma parte do corpo
humano. Ele também está presente no texto jornalístico.
Trata-se de uma frase, diagramada em destaque, no meio do texto.
PROJETO
GRÁFICO: A “CARA” DO BOLETIM
O Projeto Gráfico
de um Boletim (ou jornal) pode ser definido, de forma simplista, como
sendo a elaboração de um fluxograma (conjunto) de fases
que irão compor o trabalho. O projeto define todos os detalhes
que, juntos, depois de impressos, vão formar o que tecnicamente
é chamado de “mancha gráfica” (= todos os
elementos impressos + os espaços em branco). Todos os elementos
impressos (textos, fotos e gráficos ilustrativos + os espaços
em branco) juntos constituem ou formam a “cara” do Boletim
(jornal).
O Projeto Gráfico se constitui na parte mais técnica do
Boletim. É nele que se define o cabeçalho (cabeça
do Boletim), as fontes (e respectivos tamanhos) usadas em cada parte
(textos, títulos, intertítulos, legendas, créditos,
olho, gravata etc). O Projeto é, enfim, um detalhamento das linhas
gerais elaboradas no Planejamento de um meio impresso.
NOME: o
nome de um Boletim (jornal) deve ser legível, preciso, curto,
marcante, significativo. Sua disposição (ocupação
do espaço) no cabeçalho deve estar em destaque, se sobrepor
aos demais textos, de forma que seja a “identidade” do Boletim
(jornal). É preciso que o Boletim, ao ser visualizado, seja imediatamente
identificado.
Além do nome, o cabeçalho deve conter: data, ano e número
do Boletim (exemplo: João Pessoa – PB, 04 de novembro de
2005 – Ano I – Nº 01) e o nome do proprietário
do meio (Arquidiocese, Paróquia etc.). Esta última informação
(proprietário) pode ficar no “Expediente”. Deve existir
um elemento (fio, retícula) para separar a cabeça do Boletim
do espaço destinado ao conteúdo mutável (chamadas,
fotos etc de cada edição) da primeira página.
As páginas internas também devem ter um cabeçalho
que identifique, ao menos, a editoria, a página e a data do Boletim.
Também devem ter um elemento que separe o cabeçalho do
espaço destinado às matérias (textos, fotos e demais
ilustrações). Essa separação deve ficar
bem definida.
FORMATO:
é a definição do tamanho (as dimensões:
largura versus altura) do Boletim. As medidas a seguir são apenas
exemplos. Não precisam, necessariamente, ser seguidas a rigor.
Elas devem se adequar ao formato que se definir no planejamento do Boletim
(Projeto Gráfico), levando em consideração os objetivos
da publicação e o menor preço de impressão.
Basicamente, existem três formatos (mais usados): a) Standart
(formato padrão dos jornais comerciais), b) Tablóide (alguns
jornais comerciais também são publicados nesse tamanho)
e c) House Organ (trad.: órgão da casa), também
chamado Boletim, Boletim Informativo etc.
a) Formato Standart: é o formato mais comum, no caso dos jornais
comerciais. Em média, mede 38 cm de largura por 53 cm de altura
(fechado).
b) Formato Tablóide: é menos comum, do ponto de vista
comercial, mas mesmo assim é bastante usado. Mede, geralmente,
29 cm de largura por 38 de altura. Dois exemplos de jornais comerciais
formato Tablóide que conheço: O Mossoroense, da cidade
de Mossoró-RN, Zero Hora, de Porto Alegre-RS e JH Primeira Edição,
de Natal-RN.
c) Formato Boletim (House Organ): é muito comum, principalmente
quando se trata de uma publicação destinada a divulgar
instituições (empresas, dioceses, paróquias, organizações
não-governamentais etc.). Normalmente, o Boletim é uma
publicação institucional, destinada à difusão
das ações da instituição que representa,
seus serviços, projetos etc. O que define um House Organ (ou
boletim institucional) não é seu formato, mas sua linha
editorial, seu conteúdo. Mesmo um impresso no formato de Tablóide,
como o da Pastoral da Criança, por exemplo, é considerado
um House Organ. As dimensões mais comuns de um boletim (House
Organ) são, em média: 22,5 cm por 31 cm. Essas são
as dimensões do jornal “A Ordem”, da Arquidiocese
de Natal.
Observação: Nada impede que um Boletim ou House Organ
também seja chamados de jornal, independentemente do formato
ou conteúdo.
PÁGINAS /
EDITORIAS: a definição do número de páginas,
das editorias e das colunas (normalmente três, por página)
deve ser feita no planejamento do impresso (Projeto Gráfico).
Editoria é a temática que você quer abordar (publicar)
em cada página (opinião, liturgia, cultura, notícias
etc). Os boletins de poucas páginas (4, 6, 8) não proporcionam
a criação de muitas editorias. Um impresso de 12 páginas
acima, pode ter um bom número de editorias. Mesmo nos de poucas
páginas, é bom criar “colunas temáticas”.
No nosso caso, consideremos um Boletim de 8 páginas, em formato
22,5 X 31 cm.
Capa – Nos jornais, boletins, revistas e demais impressos, a capa
é uma das partes mais importantes e, por isso, deve ser bem trabalhada.
Ela é a “embalagem” do impresso. É ela que
vai dar a primeira impressão ao leitor. Deve, pois, ser de um
visual agradável para causar a melhor das impressões ao
leitor. Recomenda-se não “poluir” a capa com muitos
textos e muitas fotos.
O conteúdo da capa deve priorizar: a chamada da matéria
principal, em lugar de destaque (no primeiro plano, abaixo da cabeça),
acompanhado de foto e pequeno texto de chamada, indicando a página
onde a matéria se encontra; o restante do espaço da capa
deve ser ocupado com algumas chamadas de matérias secundárias.
Página 2 – É destinada à opinião (editorial
e artigo) e ao expediente.
Página 3 – É a mais importante das páginas
internas. É para ela que o leitor dirige seu primeiro olhar,
ao abrir o jornal. Preferencialmente, nela deve estar a matéria
de destaque, cuja chamada principal estará na capa, em lugar
privilegiado. O tamanho da fonte do título dessa matéria
deve ser um pouco maior que o dos demais títulos. A matéria
deve ter uma ilustração (foto, preferencialmente).
Páginas 4 e 5 – No caso de um Boletim de 8 páginas,
como estamos abordando, estas são, também, paginas importantes,
por ficarem no centro do veículo. Nelas podem ser publicadas,
também, matérias de destaque. Os que preferirem, podem
até dedicar uma ou as duas páginas a uma única
matéria, para abordagem do tema com maior profundidade.
Páginas 6 e 7 – São menos privilegiadas que a 3,
a 4 e a 5, mas, nem por isso, devem ser relegadas a segundo plano, quando
se tratar de diagramar e ilustrar. Por isso mesmo, devem merecer esmero
na distribuição das matérias e ilustrações.
Página 8 – É a segunda página externa (no
caso de um boletim de 8 páginas) e, por isso, merece atenção
tão especial quanto a capa. Alguns leitores de jornais lêem,
primeiro, as chamadas de capa e, em seguida, ou vão à
página 3 ou, simplesmente, viram o jornal e olham a última
página (no caso, a outra página externa).
Colunas – Os jornais e boletins devem ter os seus textos e ilustrações
distribuídos, nas páginas, em colunas. Isso evita textos
com linhas longas (como se fossem livros), o que dificulta a leitura.
No caso em que estamos trabalhando neste texto, devemos usar três
colunas, para melhor distribuição das matérias
e ilustrações. Mas essa regra pode, perfeitamente, ser
violada, caso seja conveniente usar duas colunas ou, mesmo, uma.
Também recebe o nome de “coluna” o espaço,
normalmente delimitado por uma tarja ou um friso, destinado ou a um
tema específico (opinião do leitor, aniversários
etc).
Expediente –
É melhor colocá-lo no rodapé da página 2.
Deve conter o endereço completo do impresso, os nomes dos que
assumem o boletim (Editor, jornalista responsável, colaboradores,
revisor etc), nome da gráfica, tiragem e periodicidade.
Anúncios – Se o boletim tiver anúncios
(é bom ter, para cobrir as despesas ou parte delas), eles devem
entrar no rodapé das páginas internas.
PADRONIZAÇÃO:
se você observar os boletins e jornais que lhe chegam às
mãos, perceberá que todos adotam formas harmonicamente
padronizadas. Os lugares destinados à Cabeça (nome do
jornal ou boletim), título principal não mudam.
Nome – O nome do jornal e o formato do nome (fonte, tamanho, cor
etc) são fixos. Só devem mudar quando for elaborado um
novo projeto gráfico, destinado a dar um novo visual ao jornal.
E não se deve ter um novo projeto gráfico em pequeno espaço
de tempo, para fazer com que o leitor identifique o jornal ou boletim.
Se houver mudanças em espaços de tempo curto, o boletim
perde sua identidade(ela não se fixa na mente do leitor). Mas
mudam a forma de distribuir o pequeno texto de chama e a localização
da ilustração, dentro do espaço aos dois destinados.
Fontes – Devem ser as mesmas e com o mesmo corpo (tamanho), em
todas as edições, conforme o que ficar definido no Projeto
Gráfico. Ou seja, também devem seguir um padrão.
Nunca use letras muito miúdas (corpo tamanho 8) nos textos das
matérias. Fonte pequena dificulta a leitura.
DIAGRAMAÇÃO:
a diagramação de um impresso é a “arrumação”
das matérias e respectivas ilustrações nas páginas
do Boletim (jornal). Depois de “arrumadas” nas páginas,
tem-se uma visão geral de como o Boletim vai sair. É o
“lay out” do impresso. A diagramação de cada
página é pensada, já, no Projeto Gráfico:
define-se os lugares das matérias mais importantes, das secundárias,
das notinhas, das editorias etc.
A diagramação do todo (jornal inteiro) se consegue a partir
da diagramação de cada matéria. Existem tipos diferentes
de diagramação das páginas de um impresso e, também,
de cada matéria.
1)Tipos de diagramação
das páginas
. Horizontal – consiste na distribuição horizontal
das matérias, ocupando duas ou mais colunas. O título
da matéria pode ficar em uma coluna (mais usado em revistas),
ou centralizado ou, ainda, alinhado à esquerda, ocupando todas
as colunas.
. Vertical – Organiza verticalmente as matérias, nas colunas,
com o título acima de cada matéria, de tal forma que uma
matéria sucede a outra.
. Modular – Organiza as matérias em módulos horizontais.
1) Tipos de diagramação
das matérias
. Em forma de ELE (L) – Ao inserir a ilustração
no texto, a figura ocupa o lugar correspondente ao canto superior direito
do texto, e este fica em formato de “L”.
. Em forma de SETE (7) – A ilustração ocupa o canto
inferior esquerdo do texto e este fica em formato de 7.
. Em forma de “U” – A ilustração ocupa
a parte superior central do texto e este fica em formato de “U”.
. Em forma de “O” – A ilustração ocupa
o centro do texto e este fica ao redor da ilustração,
em formato de “O”.
1) Alinhamento de
Títulos e textos
Os textos e títulos podem ser alinhados às esquerda, à
direita, justificados ou centralizados, conforme a opção
que se escolher, no planejamento do impresso.
É mais comum usar a justificação nos textos das
matérias, mas isso não impede que se possa trabalhar com
eles alinhados à esquerda. Em matérias maiores não
é comum usar o texto centralizado.
É mais comum usar os títulos com alinhamento à
esquerda e centralizados. São raros os casos de alinhamento à
direita ou justificados.
ILUSTRAÇÃO:
a ilustração das matérias pode ser feita com fotos,
charges, gráficos, retículas, frisos, chapéus,
olho, entre outras. A função da ilustração
é tornar o texto mais atraente ao leitor e deixar a página
do imprenso mais agradável à visão. Quando se coloca
somente textos e estes são longos, a página fica “pesada”
ao olhar do leitor e, muitas vezes, ele desiste da leitura.
Foto – Ela deve acrescentar uma informação
imagética ao texto. Jamais se deve usar uma foto que “desminta”
o texto. No mínimo, ela reforça o que está escrito.
Charge – Tem a mesma função da
foto. Acrescentar informação ou reforçar a informação
do texto. Na maioria das vezes a charge traz um peso satírico
ou uma crítica. Muitas vezes ela não faz parte de um texto,
mas vem em espaço privilegiado e, por si só, já
diz tudo sobre determinado tema.
Gráficos – Ilustram, quantitativamente,
a matéria. Dão uma dimensão visual ao que o texto
diz, principalmente quando se trata de estatísticas ou números.
Normalmente vem ao lado ou na parte inferior da matéria.
Retícula – É usada como um Box
(caixa) e tem o objetivo de realçar uma informação,
que pode ser um pequeno texto (como no olho) ou uma palavra (como no
chapéu).
Box – É um caixa dentro da qual fica determinado
texto. É usado para isolar um texto dos demais. Às vezes
é usado para determinar que aquele texto é uma matéria
paga, não produzida pelos produtores do impresso.
Fios – São linhas, de diferentes espessuras,
usados para formar um box ou para circular uma foto ou, ainda, para
separar ou delimitar colunas temáticas. Também são
chamados de frisos.
Chapéu – Ficam acima, ou antes, do título
da matéria, à esquerda. Normalmente se constitui de uma
palavra, que define o tema da matéria, e uma pequena tarja ou
retícula.
Cores – Nas ilustrações ainda podem
ser usadas cores, sejam em retículas, tarjas ou palavras, conforme
preveja o Projeto Gráfico. Nos boletins de duas cores (preto
e branco), o recurso se limita ao cinza ou preto (suavizar ou acentuar
a cor preta). O uso das cores vem carregado de intenções:
a cor vermelha, por exemplo, é usada em matérias emotivas
ou relacionada às lutas de classes; o verde pode ser usado nas
matérias sobre meio-ambiente; o preto diz respeito a medo, luto
tec. Não se deve usar, indiscriminadamente, muitas cores em um
impresso. Ele pode ficar “enfeitado” de mais.