Pastoral
da Comunicação: o que é?
Esta
é uma indagação ainda presente, em nossa Igreja.
Há os que acham que a turma da Pascom quer se exibir, fazer
fotografias, filmar, aparecer na hora dos avisos no final da missa,
ter o nome do expediente do boletim paroquial, falar na rádio
etc.
A experiência tem mostrado que atuar na Pascom é coisa
séria e tem muito o que fazer. Sabe por quê? Porque a
Pascom não é uma pastoral que trabalha isoladamente.
Ela passa por dentro de todas as outras pastorais, movimentos e serviços,
levando o oxigênio da comunicação a toda paróquia.
Então, a Pascom serve para:
a) Evangelizar, afinal, como diz o Documento de Puebla
(1063): “evangelizar é comunicar”. A Pascom trabalha
para que todos os membros da Igreja (bispos, padres, diáconos,
religiosos, leigos) adotem uma postura de comunicação
mais humana, fraterna.
b) Dar unidade às práticas de comunicação
existentes na Igreja. Quantas paróquias têm
programas de rádio, site, jornal, mural, mas cada um feito
por uma pessoa ou um grupo, isoladamente? A Pascom existe para dar
unidade as estas ações.
c) Construir comunhão: antes de pensar na
comunicação na sociedade, é preciso avaliar se
não estamos reproduzindo o modelo pecaminoso de comunicação,
no interior da própria Igreja. O objetivo da Pascom não
é, simplesmente, produzir e emitir informações.
Antes disso, é preciso pensar em melhorar a qualidade da comunicação
entre as pessoas, pastorais e setores, para que a comunicação
gere comunhão, a exemplo das primeiras comunidades cristãs.
Devemos comunicar para gerar comunhão.
d) Promover a pessoa: você já presenciou
a alegria de uma pessoa simples ou das pessoas de uma comunidade,
quando se vêem num vídeo? Ou quando escutam suas vozes
num programa de rádio? Ou quando vêem sua fotografia
numa boa notícia dos nossos jornais? A comunicação
pode promover a pessoa, dessa maneira, ou levando-as à mobilização
por melhores condições de vida, na sociedade. O meio
pode estimular processos comunitários pela cidadania.