Criação da Arquidiocese A Diocese de Natal foi criada em 29 de dezembro de 1909, pela Bula Apostolicam in Singulis, do Papa Pio X. Até então, Natal era sufragânea das Arquidioceses de São Salvador - BA (até 1910), de Olinda - PE (até 1914) e da Paraíba (até 1952). Em 16 de fevereiro de 1952, pela Bula Arduun Onus, do Papa Pio XII, foi elevada à Arquidiocese, com duas Dioceses sufragâneas: Mossoró e Caicó. Primeiros passos O passo inicial para a construção da Catedral Metropolitana de Natal foi dado pelo Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, quando era vigário da freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, ainda no século XIX. Ele conseguiu construir os alicerces, e até colunas, da pequena igreja. Não tendo sido construída a Igreja, as colunas ficaram, por algum tempo, como o marco da iniciativa do “santo” vigário natalense. Segundos passos No governo do primeiro Arcebispo de Natal, Dom Marcolino Dantas (1929-1967), foi efetivado o plano de construção da nova Catedral. Depois de levantadas algumas paredes, a Arquidiocese chegou à conclusão de que seria um custo elevado, pela imitação de templos europeus. A construção parou e foi dada, então, preferência a um projeto mais moderno e econômico. Catedral de Natal A construção definitiva da Catedral Metropolitana de Natal foi iniciada em 21 de junho de 1973. Foram 18 anos de intensas campanhas, a fim de conseguir recursos para construir o novo templo, cuja inauguração aconteceu em 21 de novembro de 1988, pelo então Arcebispo, Dom Alair Vilar Fernandes de Melo. Padre honesto O Mons. Walfredo
Gurgel, que governou o Rio Grande do Norte no período de 1966
a 1971, agia deste modo: recebia o dinheiro do Estado para viajar a
Brasília, Rio de Janeiro e outros lugares. Ao retornar, devolvia
ao tesouro estadual o dinheiro que sobrou, segundo atestam os seus auxiliares
mais próximos. Profecias do seu Melo Seu Melo,
pai do escritor Veríssimo de Melo, gostava de apreciar a boa
oratória sacra. Por isso, quando era nomeado um bispo para a
diocese de Natal, ele ouvia, atentamente, o discurso de posse. Ao retornar
para casa, manifestava aos seus familiares a sua opinião. Dom
José Pereira Alves, Bispo e filósofo, assumiu a Diocese
em 1923. Após ouvir a sua oratória, “Seu Melo”
foi peremptório: “temos bispo por pouco tempo! O homem
é inteligente demais”. Verdade é que, em 1928, ele
foi transferido para outra diocese. Quando Dom Marcolino Dantas chegou,
em 1929, “Seu Melo” não tergiversou: “Este
vai morrer aqui! Vai ser uma eternidade!”Dom Marcolino governou
a Diocese por 33 anos e foi um excelente pastor! A genialidade do Pe. Monte O Pe. Luiz
Monte, da Arquidiocese de Natal, nunca cursou numa faculdade, mas penetrou
em todos os ramos do conhecimento: da matemática à teologia.
Leu duas vezes o famoso dicionário de Latim-Português,
de F.R. Santos SARAIVA, que possuía 1.300 páginas. Pontificados mais longos O Papa Pio
IX é o campeão, até agora. Governou a Igreja durante
32 anos (1846 a 1878). Em segundo lugar vem o Papa João Paulo
II, que já completou 26 anos de pontificado. Em terceiro lugar,
está Leão XIII, que governou durante 25 anos. A família de Lutero Após
ter sido excomungado da Igreja, Martinho Lutero, fundador do protestantismo,
casou-se com Catarina Bora, ex-monja cisterciense, em 1525. Deste matrimônio,
nasceram seis filhos: João, Isabel, Magdalena, Martinho, Paulo
e Margarita. Todos foram batizados quando eram criancinhas. João,
o primeiro, foi batizado no mesmo dia em que nasceu. Encíclicas sobre a Eucaristia Das centenas
de encíclicas lançadas pelos Papas, ao longo da história
da Igreja, apenas quatro se referem, prioritariamente, ao mistério
da Eucaristia. São elas: Mirae Caritatis, de Leão XIII
(1902); Mediator Dei, de Pio XII (1951); Mysterium Fidei, de Paulo VI
(1965) e Ecclesia de Eucharistia, de João Paulo II (2003). Doutoras da Igreja Numa inequívoca
demonstração de valorização da mulher, os
Papas canonizaram centenas de mulheres. No séc. XX, houve avanço
especial nesta valorização. Três santas foram proclamadas
Doutoras da Igreja: Santa Tereza d’Avila (1970) e Santa Catarina
de Sena (1970), pelo Papa Paulo VI. Por último, Santa Tereza
do Menino Jesus (1997), pelo Papa João Paulo II. Pedro, o mais citado Um dos argumentos
que os teólogos católicos invocam em favor do primado
de São Pedro, escolhido por Jesus para chefiar a Igreja (Mt 16,18),
é o fato de ser o mais citado nas páginas do Novo Testamento.
São 161 referências: 24 vezes em Mateus, 20 em Lucas, 19
em Marcos, 33 em João, 58 nos Atos dos Apóstolos, 5 na
Carta aos Gálatas, uma na primeira Carta de Pedro e outra na
segunda. Congresso Eucarístico Internacional É
uma forma moderna de culto público à Eucaristia, promovido
pela Igreja Católica. O primeiro congresso Eucarístico
Internacional ocorreu em Lelle, França, em 1881, e contou com
800 congressistas. No início, eram realizados de 2 em 2 anos.
Após a II Guerra Mundial, passaram a ser realizados de 4 em 4
anos. De 1881 até 1985, realizaram-se 43 congressos eucarísticos
internacionais. Em todos eles, se realizados fora de Roma, há
sempre um representante do Papa. Os Santos que curam Durante a
Idade Média (séc. VI - XV), quando a medicina era pouco
eficiente e os medicamentos eram caríssimos, a população
apelava, constantemente, para a cura através dos santos. Por
isso, proliferaram os santos curadores. Gabirele Cosson, no seu livro
Guérir avec les Saints, catalogou 115 doenças que tinham
cura divina: da calvície às hemorróidas. Superstições São
numerosas estas superstições e variam de época
para época e de povos para povos. Uma delas consiste no seguinte:
quando a mulher vai dar à luz, coloca-se debaixo dela uma Bíblia,
na crença de que isto facilite o parto. Outros dizem que a Bíblia
da família é a melhor companheira da futura mãe.
Além disso, após o parto, coloca-se uma Bíblia
no leito da mãe, o que garantirá boa saúde para
ela e para o recém-nascido, segundo Heinrich Mertens. Papas barbudos A tradição
iconográfica mostra Pedro, o primeiro Papa usando barba e bigode.
Mas, por influência do estilo adotado pelos altos funcionários
do Estado romano, os sucessores de Pedro abandonaram o uso da barba
e do bigode. Durante os séc. XVI e XVII, eles retomaram o estilo
petrino. Porém, a partir do séc. XVIII, desde Bento XIV
até João Paulo II, os Papas não usaram mais barba
nem bigode. O Anel do Pescador O Anel do
Pescador (anulus piscatoris), assim chamado porque representa São
Pedro pescando no seu barco, era, no início, o selo privado do
Papa. Surgiu no séc. XIII, no pontificado de Clemente IV. Atualmente,
o Anel do Pescador é um dos símbolos do poder pontifício.
Após a morte de cada papa, ele é quebrado na presença
de cardeais. Coroa de espinhos Para menosprezar
a Realeza de Cristo, os soldados, depois de terem flagelado Jesus, teceram
uma coroa de espinhos e a colocaram sobre a sua cabeça. Isto
não era previsto para nenhum condenado. A coroa era feita de
Ziziphus Spina, planta que existia perto de Jerusalém.
Tinha 70 espinhos, cada um com cerca de 3 cm de comprimento. O Doutor Angélico Nenhum teólogo
da Igreja Católica foi mais homenageado do que Tomás de
Aquino (1225-1274). Foi chamado pelos seus admiradores de Doutor Exímio,
Admirável, Incomparável, Flor dos Doutores, Irreformável.
Em meados do séc. XV, começaram a chamá-lo de Doutor
Angélico. Em 1323, foi canonizado, pelo Papa João XXII.
Em 1567, o Papa Pio V conferiu-lhe o honroso título de Doutor
da Igreja. Livros proibidos Desde os
primórdios da Igreja houve a preocupação de evitar
que os cristãos lessem livros ofensivos à religião.
O Concílio de Trento(1545-63) fortaleceu esta preocupação,
criando a Congregação Index (18 Bispos). Em 1964, ela
publicou a primeira lista dos livros proibidos. Em 1917, esta congregação
passou a se chamar O Santo Ofício. Em 1966, o Papa Paulo VI extingiu
este órgão. Dentro da Igreja, falou mais alto a liberdade
de pensamento, fruto do Concílio Vaticano II. Liber Pontificalis Este livro
contém uma coletânea de biografias dos primeiros papas,
desde São Pedro até Adriano II (867 - 872). Foi escrito
em várias etapas, por iniciativa da Cúria Romana. Atribui-se
a sua paternidade ao Papa Dâmaso I (366 -384). Breviário Romano Palavra de
origem latina, que significa resumido, abreviado. Contém as orações
que os sacerdotes devem rezar diariamente, em horários previamente
estabelecidos. Oficialmente, começou a ser usado no século
XVI. O Breviário Romano foi reformado por Pio V (1568), Clemente
VIII (1602), Urbano VIII (1632), Pio X (1913) e Paulo VI (1971). Iconoclasta Palavra de
origem, grega, que significa “quebrador de ícones, de imagens”.
O iconoclasmo é o movimento contrário ao uso de imagens
de Cristo e dos santos. Manifestou-se várias vezes, mas, principalmente,
no séc. VIII. Após muitos debates, o II Concílio
de Nicéia, realizado em 787, decidiu aceitar a presença
das imagens nas Igrejas. No séc. XVI, os protestantes ressuscitaram
o movimento iconoclasta. Os sete papas alemães A eleição
do Cardeal Joseph Ratzinger para o trono de Pedro chamou a atenção
para a nacionalidade dos pontífices. Até agora, a Igreja
só teve 7 papas de nacionalidade alemã: Gregório
V (996/999); Clemente II (1046/47); Dâmaso II (1048, governou
23 dias e faleceu); Leão IX (1049/54); Victor II (1055/57); Estêvão
IX (1057/58), e, por último, Bento XVI, eleito aos 19 de abril
último, para suceder João Paulo II. Canonização O processo
de reco-nhecer um cristão como santo ou uma cristã como
santa passou, na história da Igreja Católica, por três
etapas: Santas Medievais Durante a
Idade Média (sec. V - XV), a Igreja realizou uma metamorfose
no status da mulher. No início deste período, a mulher
era considerada como a “encarnação do mal”e
a “porta do diabo”. Contra esta mentalidade, a Igreja apresentou
Maria, como a nova Eva, e elevou o status da mulher, proporcionando-lhe
educação e a glória dos altares. A Igreja canonizou
460 mulheres, desde princesas a camponesas. Mulheres no Vaticano Antes de
adoecer, João Paulo II nomeou quatro mulheres para importantes
cargos na Igreja: Enrica Rosanna, para sub-secretária da Congregação
da Vida Consagrada; Mary A. Glendon, Professora de Direito da Universidade
de Harvard para presidir a Academia de Ciências Sociais; Irmã
Sarah Butter para a Comissão Teológica Internacional;
Professora Bárbara Hallensleben para assessorar o Papa e a Congregação
para a Doutrina da Fé. Theotokos Neste mês
de maio, é oportuno se lembrar o primeiro título oficial
que a Igreja concedeu à Virgem Maria. Aconteceu no Concílio
de Éfeso, no ano 431. Contra Nestório, que negava a humanidade
de Jesus, o concílio proclamou que Cristo é verdadeiramente
homem e Deus. De Maria, através da Encarnação,
Ele recebeu a humanidade. Então, como em Cristo há uma
só pessoa, é adequado chamar Maria de Mãe de Deus,
que, em grego, é Theotokos. O chapéu dos cardeais Em determinadas
ocasiões, vemos os cardeais da Igreja Católica portando
um chapéu vermelho. Esta insígnia cardinalícia
foi instituída pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254), com
o objetivo de reforçar a união simbólica dos cardeais
com a pessoa do Papa. Eles usaram a insígnia pela primeira vez
por ocasião da visita que Inocêncio IV fez ao Mosteiro
de Cuny, em 1245. Filhas e mãe de Santos Na Idade
Média, quando a vivência dos valores transcendentais do
cristianismo atingiu o seu auge, a santidade era vivida por famílias
inteiras. A título de exemplo, podemos citar Santa Valdetrudes,
falecida em 668. Era filha dos Santos Gualberto e Bertila, e esposa
de São Vicente Madelgário. Seus quatro filhos também
foram reconhecidos como Santos: Landri, Dentelin, Aldetrudes e Maldebergue.
Jesus e outros messias Nos séculos
I e II da nossa era cristã, houve, na Palestina, três correntes
messiânicas: o povo judeu esperava um rei-messias, da descendência
de Davi (Jesus); um messias-guerreiro, filho de José, da Tribo
de Efraim; e um messias-profeta, que poderia ser Elias ou Moisés.
A confusão era grande. Os Templários Esta ordem religiosa medieval tem sido objeto
de vários livros publicados, recentemente. Ela foi fundada em
1118, por Hugo Payne, com o objetivo de proteger os peregrinos católicos
que iam visitar a Terra Santa. Por ter-se instalado numa casa edificada
sobre as ruínas do Templo de Jerusalém, ela passou a se
chamar de Templários. Foi extinta em 1313, pelo Papa Clemente
V. Midraxe Palavra hebraica
que significa perscrutar, explicar. Trata-se de uma explicação
do Antigo Testamento elaborada pelos rabinos judeus, visando estabelecer
normas de conduta para o povo judeu. Sião Esta palavra
é citada 163 vezes na Sagrada Escritura e tem vários significados:
fortaleza, colina, cidade de Davi, monte, Jerusalém, habitação
de Deus, povo judeu, Jerusalém celeste e outros. Os papas de Avinhão Durante o
século XIV, a disputa pelo poder, em Roma, era tão hostil
ao papado, que os sucessores de Pedro preferiram refugiar-se em Avinhão
(França). De 1309 a 1376, sete papas governaram a Igreja Católica,
a partir de Avinhão, sobre influência francesa. Era todos
franceses. Com excessão de Bentoo XII, todos foram nepotistas. Sete espécies de fariseus No tempo
de Jesus, havia, na Palestina, sete espécies de fariseus, assim
nominados: os de costa larga, os vagarosos, os calculadores, os econômicos,
os escrupolosos, os do temor e os do amor. Anuário Pontifício Esta é
uma publicação anual, feita pelo Bureau Estatístico
Central da Igreja, órgão integrante da Secretaria de Estado
do Vaticano. A primeira publicação foi em 1716, com o
título de Novidades do Ano. O título atual surgiu em 1860.
O Anuário Pontifício contém preciosas informações
sobre o estado da Igreja no mundo e sobre a cúria romana. Missa na terra natal A Arquidiocese
de Natal ganhou, na última quinta-feira, dia 4, dois novos sacerdotes.
Todos celebraram missa na sua terra natal. Este é um costume
que nasceu na Espanha, em 1322, e que perdura até hoje. Chancelaria Pontifícia Denomina-se
chancelaria o escritório que redigia e expedia documentos pontifícios.
Desde a antiguidade que os Papas tiveram auxiliares redigindo, controlando
e expedindo documentos da Cúria Romana. No pontificado de Paulo
VI, em 1973, a chancelaria pontifícia foi extinta e suas competências
passaram para a Secretaria de Estado. Restou, apenas, o nome de chanceler
das cúrias diocesanas. Os coptas A palavra
copta, de origem árabe, designa os antigos egípcios que
viveram entre os séculos VII e IX d.C. Converteram-se ao catolicismo,
mas, no séc. V aderiram à heresia monofisitista. No século
XVI, boa parte dos coptas voltou à comunhão total com
a Igreja Católica. Atualmente, eles somam quatro milhões,
que integram a Igreja Copta Ortodoxa. Teologia de Bento XVI Antes de
ser eleito Papa, o então Cardeal Joseph Ratzinger produziu uma
vasta obra teológica, que compreende mais de cem escritos. A
mais divulgada é O Sal da Terra (1998), traduzida para 14 idiomas.
A mais rica é um Curso de Teologia Dogmática, em 9 volumes,
escrito entre 1970 e 1985, em parceria com o teólogo Johann Auer. Mês da Bíblia A dedicação
do mês de setembro à Bíblia surgiu em 1971, por
ocasião do transcurso do 50º aniversário da Arquidiocese
de Belo Horizonte. No último domingo de setembro, toda a Igreja
Católica, no Brasil, comemora o Dia da Bíblia. É
escusado dizer que esta iniciativa resultou das recomendações
que o Concílio Vaticano II fez à Igreja, no documento
Dei Verbum. Dei Verbum Dei
Verbum, isto é, a Palavra de Deus, é o título do
Documento do Concílio Vaticano II (1962-65) sobre a Sagrada Escritura.
Ele foi promulgado pelo Papa Paulo VI, aos 18 de novembro de 1965. Está
fazendo 40 anos que isto aconteceu. O Concílio ordenou que os
sacerdotes ensinem aos fiéis o “reto uso dos livros divinos,
com a leitura freqüente das divinas Escrituras”. No próximo
mês de outubro, o Papa Bento XVI reunirá, em Roma, o sínodo
dos Bispos. Esta assembléia foi instituída pelo Papa Paulo
VI, aos 15 de setembro de 1965, através do motu próprio
Apostólica Sollicitudo. Era uma das reivindicações
dos Padres Conciliares, no Concílio Vaticano II. Na Igreja Católica,
ele é a expressão prática da colegialidade episcopal
com o Pontífice Romano. Anátema ou excomunhão Anátema
é uma palavra de origem grega, que significa, atualmente, maldição,
castigo, separação. Baseada na carta de São Paulo
aos Gálatas 1,9, a Igreja excomunga ou anatematiza aqueles que
professam doutrinas contrárias à fé católica.
O Papa João VIII (872-882) definiu que anátema significa
punição doutrinal e excomunhão, punião jurídica. O Ângelus Oração
popular em honra da Encarnação do Verbo. Lembra o anúncio
do anjo Gabriel à Virgem Maria. Esta oração foi
introduzida na Igreja em diversas épocas. Reza-se três
vezes ao dia. Em 1236, os Frades Franciscanos começaram a rezá-lo
ao entardecer. No século XIV, na Itália, rezava-se o Ângelus
pela manhã. No século XV, na França, o rei Luís
XII ordenou que se recitasse esta oração ao meio dia.
E hoje, quem reza o Ângelus? Guarda Suíça Esta organização
militar foi fundada pelo Papa Júlio II, em 1505. Sua função
é cuidar da segurança pessoal do Papa. São 190
suíços, de comprovada fé católica e de conduta
familiar honrada. Moram em lugar próprio, dentro do Vaticano.
É total a sua fidelidade ao sucessor de Pedro. Coroação do Papa Esta cerimônia
começou a existir no século VIII, em decorrência
da crescente importância do poder temporal do Papa. Após
a cerimônia de consagração, realizada na basílica
de São Pedro, realizava-se a coroação do pontífice:
cobria-se a sua cabeça com a tiara, que pertencera a Constantino,
o grande. Paulo VI, em 1975, aboliu a cerimônia e substituiu a
tiara por mitra. A bíblia em 422 idiomas A cada dia
cresce, no mundo inteiro, a divulgação da Bíblia
Sagrada. A Bíblia completa já foi traduzida para 422 idiomas.
No entanto, partes deste livro sagrado para os cristãos já
foram publicadas em 2.300 línguas diferentes. Mesmo assim, falta
se fazer muito, pois, no mundo inteiro, são falados atualmente
6.500 idiomas. Um só Deus, vários nomes Na bíblia
hebraica, Deus é designado através dos seguintes nomes:
Yhwh, que aparece 5.372 vezes; Eloym, El, citado 2.523 vezes; Elyon,
31 citações; Adonai, 131 citações; e Shadai,
que é mencionado 48 vezes. Isaías é o campeão De todos
os profetas do Antigo Testamento, Isaías foi o que mais profetizou
a respeito de Jesus, o Messias prometido. Fez 18 profecias, seguido
pelo profeta Zacarias, com 05, e, em seguida, por Jeremias, com 03. Antigo e Novo Testamento Para ressaltar
a interrelação entre os dois Testamentos, a Pontifícia
Comissão Bíblica afirma que o Novo Testamento contém
761 citações implícitas e 151 citações
explícitas do Antigo Testamento. Diz mais: “Sem o AT, o
Novo seria um livro indecifrável, uma planta privada das suas
raízes e destinada a secar”. Onde Jesus estudou? No tempo
de Jesus (séc. I), havia, entre os judeus, a tradição
de freqüentar as sinagogas, que eram lugares de oração
e de escolaridade. Em Nazaré, onde Jesus passou a infância,
havia uma sinagoga. É muito provável que Jesus tenha estudado
nesta sinagoga. Esta é a conclusão a que chegaram Riesner
e Bagatti, após estudo minucioso sobre a situação
escolar no tempo de Jesus. A Bíblia em cem minutos Em
virtude de o homem atual não ter tempo para a reflexão
ou leitura mais demorada, o americano King James publicou a Bíblia
em 100 minutos, versão digital. Impressa, se resume a 50 páginas.
Até outubro do corrente ano, já vendera 40 mil exemplares.
A opinião pública está dividida. Primeira festa do Natal No ano 274
da nossa era cristã, o Imperador Aureliano criou, em Roma, a
festa do Sol Invencível, que se realizou no dia 25 de dezembro.
Então, a Igreja Católica substituiu a festa pagã
pelo Natal de Jesus, que é o Sol da Justiça e a Luz do
Mundo. Verdade é que, no ano 330 da nossa era cristã,
o Natal de Jesus já era celebrado em Roma. Por que Belém de Judá? Quando Herodes
perguntou aos príncipes dos sacerdotes e escribas do povo, onde
deveria nascer o Messias, eles responderam: Em Belém de Judá
(Mt 2,4-5). Por que Belém de Judá ? Para distinguir de
outra Belém, que existia na Palestina e pertencia à tribo
de Zebulão (Josué 19,15). Os nomes dos magos Dos quatro
evangelistas, Mateus é o único a se referir aos Magos,
que vieram do Oriente e adoraram Jesus. Mateus não diz quantos
eram, nem os chama de reis. Na realidade, eles eram nobres da Pérsia
e sábios astrônomos. Os nomes de Melquior, Gaspar e Baltasar
lhes foram dados pelo historiador Agnelo, na obra Pontidicalis Ecclesiae
Ravenatis. Quadriga Nos primeiros
séculos da Idade Média, acreditava-se que a Sagrada Escritura
possuia quatro sentidos diferentes: o literal, o alegórico, o
moral e o analógico. A este conjunto de sentidos interpretativos
dava-se o nome de Quadriga. Quem era Lilit? Este personagem
bíblico tem muitos significados. Na cultura babilônica,
era o demônio da noite, o demônio feminino. Já o
profeta Isaías (34,14) o chama de escuridão. Segundo uma
lenda oriental, antiquíssima, Lilit foi a primeira mulher de
Adão. Depois que ela afastou-se de Adão, é que
Eva foi criada. Lenda! Beronike Este é
o nome da hemorraissa (mulher que sofria de um fluxo de sangue) que
Jesus curou(Mc 5, 25-34). Segundo o historiador Eusébio de Cesaréia,
ela ergueu, na porta da sua casa, em Paneas, um nomumento de bronze
, no qual ela está ajoelhada, suplicando a Jesus a sua cura.
Juliano, o Apóstata, destruiu esse monumento. Pontifícia Comissão Bíblica Dois atos
caracterizam o amor do Papa Leão XIII à Sagrada Escritura:
a publicação da Encíclica Providentissimus Deus,
em 1893, e a criação da Pontifícia Comissão
Bíblica, em 1902. A Comissão compõe-se de 20 biblistas,
nomeados pelo papa, por cinco anos, com a função de aprofundar
assuntos bíblicos solicitados pela Igreja.
Salmo 110,1 O versículo
primeiro deste Salmo - “Senta-te à minha direita, enquanto
ponho os teus inimigos por escabelo aos teus pés”- é
o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento. É
citado 16 vezes: Heb., 5 vezes; Mt., 2; Lc., 2; e uma vezes em At.,
Rom., 1Cor., Ef., e Colocenses. Circuncisão No AT, era
o rito religioso que marcava o ingresso oficial do judeu na comunidade
de Israel. Consistia na remoção do prepúcio, feita
com uma pedra lascada ou um metal. No 3º milênio a.C. já
era praticado este rito no Egito. O patriarca Abraão foi quem
o introduziu em Israel. No 8-7 milênio, após o nascimento
do menino, o pai circuncidava-o, na presença de 10 testemunhas.
No cristianismo, ela foi substituída pelo batismo. A cruz de Jesus Pedro Lain,
no livro Símbolos da Paixão (2002, p. 23), apresenta 27
tipos de cruzes que já foram criadas pela arte cristã.
A maior parte dos estudiosos afirma que a cruz de Jesus foi a crux immissa
(cruz cravada) ou capitata (com cabeça), que era formada por
duas traves: uma horizontal e outra vertical. Na parte superior da vertical
foi posta a inscrição: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.
Staurós ou Csilón? Alguns dizem
que os católicos deveriam deixar de usar crucifixos, porque Jesus
morreu numa estaca (csilón) e não numa cruz (staurós).
Ora, no texto grego original do Novo Testamento, a palavra staurós
é citada 40 vezes, enquanto csilón (estaca, madeiro, mas
também cruz) é citada cinco vezes. Podemos citar, também,
o testemunho ocular do apóstolo São João: “junto
da cruz de Jesus, estavam (ele), sua mãe...”(Jo 19, 25-27). Jesus suou sangue Narrando
a agonia de Jesus no Getsêmani, o evangelista Lucas diz que seu
“suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caiam na
terra”(Lc 22,44). Do ponto de vista médico, suar sangue
é um fenômeno psicossomático hematridose. Segundo
o Dr. Le Bec, consiste no “esgotamento físico acompanhado
de um transtorno moral, conseqüência de uma emoção
profunda e de um medo atroz”. Da fortaleza ao Calvário Da Fortaleza Antônia, onde Pilatos condenou Jesus à morte, até o monte Calvário, onde Cristo foi crucificado, a distância era de um quilômetro. Após ter sido flagelado com cerca de cem chibatadas, Jesus, já fisicamente esgotado, carregou o patíbulo (trave horizontal da cruz) sobre os ombros e, na cabeça, uma coroa com 70 espinhos. O patíbulo media 1,70 m de comprimento, por 1,14 m de espessura e pesava 70 quilos. (fonte: Prof. Itamar de Souza) Templo de Jerusalém O Templo de Jerusalém que Jesus conheceu e do qual expulsou os vendilhões, foi aquele construído por Herodes, o Grande, entre os anos 19 aC e 64 dC. Trabalharam nesta obra mil sacerdotes e 18 mil operários. No ano 70 dC, ele foi destruído pelo exército romano. Restou, apenas, o Muro das Lamentações. Cumpriu-se, deste modo, a profecia de Jesus sobre a sua destruição (Lc 19, 41-46). (fonte: Prof. Itamar de Souza)
500 anos da Basílica Os católicos de Roma comemoram, em 2006, os 500 anos da construção da nova Basílica de São Pedro, que substituiu a antiga, construída por Constantino, no séc. IV. A construção da nova Basílica começou no dia 18 de abril de 1506, por iniciativa do Papa Júlio II. Grandes artistas italianos concorreram com o seu talento para a beleza deste monumento. (fonte: Prof. Itamar de Souza)
A Fábrica de São Pedro Foi o organismo administrativo criado pelo Papa Júlio II, em 1510, para administrar a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Clemente VIII o elevou à categoria de Congregação. Como tal foi extinta por Paulo VI, em 1968. A Fábrica conserva nos seus arquivos cerca de 5.300 documentos (do séc. XVI ao XX) relativos à construção desta basílica. (fonte: Prof. Itamar de Souza)
Shemoné Esré Este é o nome da oração que os judeus rezavam, três vezes ao dia, pedindo a Javé que restabelecesse, em Jarusalém, o Reino de Davi, no Messias-Jesus, seu descendente. Tratava-se de uma visão político-nacionalista do Messias prometido. (fonte: Prof. Itamar de Souza)
Cláudia Prócula Este é o nome da esposa do procurador romano Pôncio Pilatos. Segundo o evangelista Mateus(27,19), ela quis salvar Jesus das garras dos judeus, mandando dizer-lhe: “Não te envolvas no caso desse justo, porque muito sofri, hoje, em sonhos, por causa dele.” (fonte: Prof. Itamar de Souza)
Os Símbolos dos Evangelhos A partir do séc. II, a iconografia cristã atribuiu a cada Evangelho um símbolo, configurado nos quatro seres que circundam o trono de Deus: leão, touro, homem e águia (Ap 4,6; Ez1,10). Para Mateus, o símbolo é um jovem ou um anjo; para lucas, um touro (representa a força criadora); para Marcos, um leão (força e autoridade); para João, uma águia (em virtude da elevação da sua mensagem). (fonte: Prof. Itamar de Souza)
Os 144 mil eleitos O livro do Apocalipse está cheio de números simbólicos. Este é um deles e, por isso, não pode ser considerado aritimeticamente. Para este número, há várias interprestações, sendo a melhor, esta: os eleitos são todos os cristãos, de todas as épocas e nações, que lutaram e perseveraram na fé, em Cristo, até o fim. (fonte: Prof. Itamar de Souza)
O Poeta da Eucaristia Ao introduzir no calendário litúrgico a festa de Corpus Christi, o Papa Urbano IV (1261-64) encarregou São Tomás de Aquino de elaborar a liturgia desta festa. Então, ele escreveu os hinos: Tantum ergo sacramentum, Lauda, Sion, Adoro Te Devote e outros mais. Este santo teólogo foi um grande adorador de Jesus Eucarístico. (fonte: Prof. Itamar de Souza)
Leão XIII (1878-1903) e a Bíblia Em 1893, lançou a Encíclica Providentissimus Deus, recomendando ao clero o estudo das línguas orientais para melhor compreender a Bíblia. Em 1902, criou a Pontifícia Comissão Bíblica para esclarecer passagens difíceis da Sagrada Escritura. Funciona com 30 especialistas com mandato de cinco anos. (fonte: prof. Itamar de Souza)
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