Criação da Arquidiocese

A Diocese de Natal foi criada em 29 de dezembro de 1909, pela Bula Apostolicam in Singulis, do Papa Pio X. Até então, Natal era sufragânea das Arquidioceses de São Salvador - BA (até 1910), de Olinda - PE (até 1914) e da Paraíba (até 1952). Em 16 de fevereiro de 1952, pela Bula Arduun Onus, do Papa Pio XII, foi elevada à Arquidiocese, com duas Dioceses sufragâneas: Mossoró e Caicó.

Primeiros passos

O passo inicial para a construção da Catedral Metropolitana de Natal foi dado pelo Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, quando era vigário da freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, ainda no século XIX. Ele conseguiu construir os alicerces, e até colunas, da pequena igreja. Não tendo sido construída a Igreja, as colunas ficaram, por algum tempo, como o marco da iniciativa do “santo” vigário natalense.

Segundos passos

No governo do primeiro Arcebispo de Natal, Dom Marcolino Dantas (1929-1967), foi efetivado o plano de construção da nova Catedral. Depois de levantadas algumas paredes, a Arquidiocese chegou à conclusão de que seria um custo elevado, pela imitação de templos europeus. A construção parou e foi dada, então, preferência a um projeto mais moderno e econômico.

Catedral de Natal

A construção definitiva da Catedral Metropolitana de Natal foi iniciada em 21 de junho de 1973. Foram 18 anos de intensas campanhas, a fim de conseguir recursos para construir o novo templo, cuja inauguração aconteceu em 21 de novembro de 1988, pelo então Arcebispo, Dom Alair Vilar Fernandes de Melo.

Padre honesto

O Mons. Walfredo Gurgel, que governou o Rio Grande do Norte no período de 1966 a 1971, agia deste modo: recebia o dinheiro do Estado para viajar a Brasília, Rio de Janeiro e outros lugares. Ao retornar, devolvia ao tesouro estadual o dinheiro que sobrou, segundo atestam os seus auxiliares mais próximos.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Profecias do seu Melo

Seu Melo, pai do escritor Veríssimo de Melo, gostava de apreciar a boa oratória sacra. Por isso, quando era nomeado um bispo para a diocese de Natal, ele ouvia, atentamente, o discurso de posse. Ao retornar para casa, manifestava aos seus familiares a sua opinião. Dom José Pereira Alves, Bispo e filósofo, assumiu a Diocese em 1923. Após ouvir a sua oratória, “Seu Melo” foi peremptório: “temos bispo por pouco tempo! O homem é inteligente demais”. Verdade é que, em 1928, ele foi transferido para outra diocese. Quando Dom Marcolino Dantas chegou, em 1929, “Seu Melo” não tergiversou: “Este vai morrer aqui! Vai ser uma eternidade!”Dom Marcolino governou a Diocese por 33 anos e foi um excelente pastor!
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

A genialidade do Pe. Monte

O Pe. Luiz Monte, da Arquidiocese de Natal, nunca cursou numa faculdade, mas penetrou em todos os ramos do conhecimento: da matemática à teologia. Leu duas vezes o famoso dicionário de Latim-Português, de F.R. Santos SARAIVA, que possuía 1.300 páginas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Pontificados mais longos

O Papa Pio IX é o campeão, até agora. Governou a Igreja durante 32 anos (1846 a 1878). Em segundo lugar vem o Papa João Paulo II, que já completou 26 anos de pontificado. Em terceiro lugar, está Leão XIII, que governou durante 25 anos.
Em média, os pontificados durante entre 10 e 12 anos.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

A família de Lutero

Após ter sido excomungado da Igreja, Martinho Lutero, fundador do protestantismo, casou-se com Catarina Bora, ex-monja cisterciense, em 1525. Deste matrimônio, nasceram seis filhos: João, Isabel, Magdalena, Martinho, Paulo e Margarita. Todos foram batizados quando eram criancinhas. João, o primeiro, foi batizado no mesmo dia em que nasceu.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Encíclicas sobre a Eucaristia

Das centenas de encíclicas lançadas pelos Papas, ao longo da história da Igreja, apenas quatro se referem, prioritariamente, ao mistério da Eucaristia. São elas: Mirae Caritatis, de Leão XIII (1902); Mediator Dei, de Pio XII (1951); Mysterium Fidei, de Paulo VI (1965) e Ecclesia de Eucharistia, de João Paulo II (2003).
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Doutoras da Igreja

Numa inequívoca demonstração de valorização da mulher, os Papas canonizaram centenas de mulheres. No séc. XX, houve avanço especial nesta valorização. Três santas foram proclamadas Doutoras da Igreja: Santa Tereza d’Avila (1970) e Santa Catarina de Sena (1970), pelo Papa Paulo VI. Por último, Santa Tereza do Menino Jesus (1997), pelo Papa João Paulo II.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Pedro, o mais citado

Um dos argumentos que os teólogos católicos invocam em favor do primado de São Pedro, escolhido por Jesus para chefiar a Igreja (Mt 16,18), é o fato de ser o mais citado nas páginas do Novo Testamento. São 161 referências: 24 vezes em Mateus, 20 em Lucas, 19 em Marcos, 33 em João, 58 nos Atos dos Apóstolos, 5 na Carta aos Gálatas, uma na primeira Carta de Pedro e outra na segunda.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Congresso Eucarístico Internacional

É uma forma moderna de culto público à Eucaristia, promovido pela Igreja Católica. O primeiro congresso Eucarístico Internacional ocorreu em Lelle, França, em 1881, e contou com 800 congressistas. No início, eram realizados de 2 em 2 anos. Após a II Guerra Mundial, passaram a ser realizados de 4 em 4 anos. De 1881 até 1985, realizaram-se 43 congressos eucarísticos internacionais. Em todos eles, se realizados fora de Roma, há sempre um representante do Papa.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os Santos que curam

Durante a Idade Média (séc. VI - XV), quando a medicina era pouco eficiente e os medicamentos eram caríssimos, a população apelava, constantemente, para a cura através dos santos. Por isso, proliferaram os santos curadores. Gabirele Cosson, no seu livro Guérir avec les Saints, catalogou 115 doenças que tinham cura divina: da calvície às hemorróidas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Superstições

São numerosas estas superstições e variam de época para época e de povos para povos. Uma delas consiste no seguinte: quando a mulher vai dar à luz, coloca-se debaixo dela uma Bíblia, na crença de que isto facilite o parto. Outros dizem que a Bíblia da família é a melhor companheira da futura mãe. Além disso, após o parto, coloca-se uma Bíblia no leito da mãe, o que garantirá boa saúde para ela e para o recém-nascido, segundo Heinrich Mertens.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Papas barbudos

A tradição iconográfica mostra Pedro, o primeiro Papa usando barba e bigode. Mas, por influência do estilo adotado pelos altos funcionários do Estado romano, os sucessores de Pedro abandonaram o uso da barba e do bigode. Durante os séc. XVI e XVII, eles retomaram o estilo petrino. Porém, a partir do séc. XVIII, desde Bento XIV até João Paulo II, os Papas não usaram mais barba nem bigode.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

O Anel do Pescador

O Anel do Pescador (anulus piscatoris), assim chamado porque representa São Pedro pescando no seu barco, era, no início, o selo privado do Papa. Surgiu no séc. XIII, no pontificado de Clemente IV. Atualmente, o Anel do Pescador é um dos símbolos do poder pontifício. Após a morte de cada papa, ele é quebrado na presença de cardeais.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Coroa de espinhos

Para menosprezar a Realeza de Cristo, os soldados, depois de terem flagelado Jesus, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram sobre a sua cabeça. Isto não era previsto para nenhum condenado. A coroa era feita de Ziziphus Spina, planta que existia perto de Jerusalém. Tinha 70 espinhos, cada um com cerca de 3 cm de comprimento.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

O Doutor Angélico

Nenhum teólogo da Igreja Católica foi mais homenageado do que Tomás de Aquino (1225-1274). Foi chamado pelos seus admiradores de Doutor Exímio, Admirável, Incomparável, Flor dos Doutores, Irreformável. Em meados do séc. XV, começaram a chamá-lo de Doutor Angélico. Em 1323, foi canonizado, pelo Papa João XXII. Em 1567, o Papa Pio V conferiu-lhe o honroso título de Doutor da Igreja.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Livros proibidos

Desde os primórdios da Igreja houve a preocupação de evitar que os cristãos lessem livros ofensivos à religião. O Concílio de Trento(1545-63) fortaleceu esta preocupação, criando a Congregação Index (18 Bispos). Em 1964, ela publicou a primeira lista dos livros proibidos. Em 1917, esta congregação passou a se chamar O Santo Ofício. Em 1966, o Papa Paulo VI extingiu este órgão. Dentro da Igreja, falou mais alto a liberdade de pensamento, fruto do Concílio Vaticano II.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Liber Pontificalis

Este livro contém uma coletânea de biografias dos primeiros papas, desde São Pedro até Adriano II (867 - 872). Foi escrito em várias etapas, por iniciativa da Cúria Romana. Atribui-se a sua paternidade ao Papa Dâmaso I (366 -384).
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Breviário Romano

Palavra de origem latina, que significa resumido, abreviado. Contém as orações que os sacerdotes devem rezar diariamente, em horários previamente estabelecidos. Oficialmente, começou a ser usado no século XVI. O Breviário Romano foi reformado por Pio V (1568), Clemente VIII (1602), Urbano VIII (1632), Pio X (1913) e Paulo VI (1971).
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Iconoclasta

Palavra de origem, grega, que significa “quebrador de ícones, de imagens”. O iconoclasmo é o movimento contrário ao uso de imagens de Cristo e dos santos. Manifestou-se várias vezes, mas, principalmente, no séc. VIII. Após muitos debates, o II Concílio de Nicéia, realizado em 787, decidiu aceitar a presença das imagens nas Igrejas. No séc. XVI, os protestantes ressuscitaram o movimento iconoclasta.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os sete papas alemães

A eleição do Cardeal Joseph Ratzinger para o trono de Pedro chamou a atenção para a nacionalidade dos pontífices. Até agora, a Igreja só teve 7 papas de nacionalidade alemã: Gregório V (996/999); Clemente II (1046/47); Dâmaso II (1048, governou 23 dias e faleceu); Leão IX (1049/54); Victor II (1055/57); Estêvão IX (1057/58), e, por último, Bento XVI, eleito aos 19 de abril último, para suceder João Paulo II.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Canonização

O processo de reco-nhecer um cristão como santo ou uma cristã como santa passou, na história da Igreja Católica, por três etapas:
1ª) era o povo quem cano-nizava;
2ª) só o bispo diocesano;
3ª) somente o papa.
Esta centralização acon-teceu no século XIII, por iniciativa do Papa Inocêncio IV.

(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Santas Medievais

Durante a Idade Média (sec. V - XV), a Igreja realizou uma metamorfose no status da mulher. No início deste período, a mulher era considerada como a “encarnação do mal”e a “porta do diabo”. Contra esta mentalidade, a Igreja apresentou Maria, como a nova Eva, e elevou o status da mulher, proporcionando-lhe educação e a glória dos altares. A Igreja canonizou 460 mulheres, desde princesas a camponesas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Mulheres no Vaticano

Antes de adoecer, João Paulo II nomeou quatro mulheres para importantes cargos na Igreja: Enrica Rosanna, para sub-secretária da Congregação da Vida Consagrada; Mary A. Glendon, Professora de Direito da Universidade de Harvard para presidir a Academia de Ciências Sociais; Irmã Sarah Butter para a Comissão Teológica Internacional; Professora Bárbara Hallensleben para assessorar o Papa e a Congregação para a Doutrina da Fé.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Theotokos

Neste mês de maio, é oportuno se lembrar o primeiro título oficial que a Igreja concedeu à Virgem Maria. Aconteceu no Concílio de Éfeso, no ano 431. Contra Nestório, que negava a humanidade de Jesus, o concílio proclamou que Cristo é verdadeiramente homem e Deus. De Maria, através da Encarnação, Ele recebeu a humanidade. Então, como em Cristo há uma só pessoa, é adequado chamar Maria de Mãe de Deus, que, em grego, é Theotokos.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

O chapéu dos cardeais

Em determinadas ocasiões, vemos os cardeais da Igreja Católica portando um chapéu vermelho. Esta insígnia cardinalícia foi instituída pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254), com o objetivo de reforçar a união simbólica dos cardeais com a pessoa do Papa. Eles usaram a insígnia pela primeira vez por ocasião da visita que Inocêncio IV fez ao Mosteiro de Cuny, em 1245.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Filhas e mãe de Santos

Na Idade Média, quando a vivência dos valores transcendentais do cristianismo atingiu o seu auge, a santidade era vivida por famílias inteiras. A título de exemplo, podemos citar Santa Valdetrudes, falecida em 668. Era filha dos Santos Gualberto e Bertila, e esposa de São Vicente Madelgário. Seus quatro filhos também foram reconhecidos como Santos: Landri, Dentelin, Aldetrudes e Maldebergue.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Jesus e outros messias

Nos séculos I e II da nossa era cristã, houve, na Palestina, três correntes messiânicas: o povo judeu esperava um rei-messias, da descendência de Davi (Jesus); um messias-guerreiro, filho de José, da Tribo de Efraim; e um messias-profeta, que poderia ser Elias ou Moisés. A confusão era grande.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os Templários

Esta ordem religiosa medieval tem sido objeto de vários livros publicados, recentemente. Ela foi fundada em 1118, por Hugo Payne, com o objetivo de proteger os peregrinos católicos que iam visitar a Terra Santa. Por ter-se instalado numa casa edificada sobre as ruínas do Templo de Jerusalém, ela passou a se chamar de Templários. Foi extinta em 1313, pelo Papa Clemente V.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Midraxe

Palavra hebraica que significa perscrutar, explicar. Trata-se de uma explicação do Antigo Testamento elaborada pelos rabinos judeus, visando estabelecer normas de conduta para o povo judeu.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Sião

Esta palavra é citada 163 vezes na Sagrada Escritura e tem vários significados: fortaleza, colina, cidade de Davi, monte, Jerusalém, habitação de Deus, povo judeu, Jerusalém celeste e outros.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os papas de Avinhão

Durante o século XIV, a disputa pelo poder, em Roma, era tão hostil ao papado, que os sucessores de Pedro preferiram refugiar-se em Avinhão (França). De 1309 a 1376, sete papas governaram a Igreja Católica, a partir de Avinhão, sobre influência francesa. Era todos franceses. Com excessão de Bentoo XII, todos foram nepotistas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Sete espécies de fariseus

No tempo de Jesus, havia, na Palestina, sete espécies de fariseus, assim nominados: os de costa larga, os vagarosos, os calculadores, os econômicos, os escrupolosos, os do temor e os do amor.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Anuário Pontifício

Esta é uma publicação anual, feita pelo Bureau Estatístico Central da Igreja, órgão integrante da Secretaria de Estado do Vaticano. A primeira publicação foi em 1716, com o título de Novidades do Ano. O título atual surgiu em 1860. O Anuário Pontifício contém preciosas informações sobre o estado da Igreja no mundo e sobre a cúria romana.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Missa na terra natal

A Arquidiocese de Natal ganhou, na última quinta-feira, dia 4, dois novos sacerdotes. Todos celebraram missa na sua terra natal. Este é um costume que nasceu na Espanha, em 1322, e que perdura até hoje.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Chancelaria Pontifícia

Denomina-se chancelaria o escritório que redigia e expedia documentos pontifícios. Desde a antiguidade que os Papas tiveram auxiliares redigindo, controlando e expedindo documentos da Cúria Romana. No pontificado de Paulo VI, em 1973, a chancelaria pontifícia foi extinta e suas competências passaram para a Secretaria de Estado. Restou, apenas, o nome de chanceler das cúrias diocesanas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os coptas

A palavra copta, de origem árabe, designa os antigos egípcios que viveram entre os séculos VII e IX d.C. Converteram-se ao catolicismo, mas, no séc. V aderiram à heresia monofisitista. No século XVI, boa parte dos coptas voltou à comunhão total com a Igreja Católica. Atualmente, eles somam quatro milhões, que integram a Igreja Copta Ortodoxa.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Teologia de Bento XVI

Antes de ser eleito Papa, o então Cardeal Joseph Ratzinger produziu uma vasta obra teológica, que compreende mais de cem escritos. A mais divulgada é O Sal da Terra (1998), traduzida para 14 idiomas. A mais rica é um Curso de Teologia Dogmática, em 9 volumes, escrito entre 1970 e 1985, em parceria com o teólogo Johann Auer.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Mês da Bíblia

A dedicação do mês de setembro à Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do transcurso do 50º aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte. No último domingo de setembro, toda a Igreja Católica, no Brasil, comemora o Dia da Bíblia. É escusado dizer que esta iniciativa resultou das recomendações que o Concílio Vaticano II fez à Igreja, no documento Dei Verbum.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Dei Verbum

Dei Verbum, isto é, a Palavra de Deus, é o título do Documento do Concílio Vaticano II (1962-65) sobre a Sagrada Escritura. Ele foi promulgado pelo Papa Paulo VI, aos 18 de novembro de 1965. Está fazendo 40 anos que isto aconteceu. O Concílio ordenou que os sacerdotes ensinem aos fiéis o “reto uso dos livros divinos, com a leitura freqüente das divinas Escrituras”.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Sínodo dos Bispos

No próximo mês de outubro, o Papa Bento XVI reunirá, em Roma, o sínodo dos Bispos. Esta assembléia foi instituída pelo Papa Paulo VI, aos 15 de setembro de 1965, através do motu próprio Apostólica Sollicitudo. Era uma das reivindicações dos Padres Conciliares, no Concílio Vaticano II. Na Igreja Católica, ele é a expressão prática da colegialidade episcopal com o Pontífice Romano.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Anátema ou excomunhão

Anátema é uma palavra de origem grega, que significa, atualmente, maldição, castigo, separação. Baseada na carta de São Paulo aos Gálatas 1,9, a Igreja excomunga ou anatematiza aqueles que professam doutrinas contrárias à fé católica. O Papa João VIII (872-882) definiu que anátema significa punição doutrinal e excomunhão, punião jurídica.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

O Ângelus

Oração popular em honra da Encarnação do Verbo. Lembra o anúncio do anjo Gabriel à Virgem Maria. Esta oração foi introduzida na Igreja em diversas épocas. Reza-se três vezes ao dia. Em 1236, os Frades Franciscanos começaram a rezá-lo ao entardecer. No século XIV, na Itália, rezava-se o Ângelus pela manhã. No século XV, na França, o rei Luís XII ordenou que se recitasse esta oração ao meio dia. E hoje, quem reza o Ângelus?
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Guarda Suíça

Esta organização militar foi fundada pelo Papa Júlio II, em 1505. Sua função é cuidar da segurança pessoal do Papa. São 190 suíços, de comprovada fé católica e de conduta familiar honrada. Moram em lugar próprio, dentro do Vaticano. É total a sua fidelidade ao sucessor de Pedro.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Coroação do Papa

Esta cerimônia começou a existir no século VIII, em decorrência da crescente importância do poder temporal do Papa. Após a cerimônia de consagração, realizada na basílica de São Pedro, realizava-se a coroação do pontífice: cobria-se a sua cabeça com a tiara, que pertencera a Constantino, o grande. Paulo VI, em 1975, aboliu a cerimônia e substituiu a tiara por mitra.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

A bíblia em 422 idiomas

A cada dia cresce, no mundo inteiro, a divulgação da Bíblia Sagrada. A Bíblia completa já foi traduzida para 422 idiomas. No entanto, partes deste livro sagrado para os cristãos já foram publicadas em 2.300 línguas diferentes. Mesmo assim, falta se fazer muito, pois, no mundo inteiro, são falados atualmente 6.500 idiomas.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Um só Deus, vários nomes

Na bíblia hebraica, Deus é designado através dos seguintes nomes: Yhwh, que aparece 5.372 vezes; Eloym, El, citado 2.523 vezes; Elyon, 31 citações; Adonai, 131 citações; e Shadai, que é mencionado 48 vezes.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Isaías é o campeão

De todos os profetas do Antigo Testamento, Isaías foi o que mais profetizou a respeito de Jesus, o Messias prometido. Fez 18 profecias, seguido pelo profeta Zacarias, com 05, e, em seguida, por Jeremias, com 03.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Antigo e Novo Testamento

Para ressaltar a interrelação entre os dois Testamentos, a Pontifícia Comissão Bíblica afirma que o Novo Testamento contém 761 citações implícitas e 151 citações explícitas do Antigo Testamento. Diz mais: “Sem o AT, o Novo seria um livro indecifrável, uma planta privada das suas raízes e destinada a secar”.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Onde Jesus estudou?

No tempo de Jesus (séc. I), havia, entre os judeus, a tradição de freqüentar as sinagogas, que eram lugares de oração e de escolaridade. Em Nazaré, onde Jesus passou a infância, havia uma sinagoga. É muito provável que Jesus tenha estudado nesta sinagoga. Esta é a conclusão a que chegaram Riesner e Bagatti, após estudo minucioso sobre a situação escolar no tempo de Jesus.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

A Bíblia em cem minutos

Em virtude de o homem atual não ter tempo para a reflexão ou leitura mais demorada, o americano King James publicou a Bíblia em 100 minutos, versão digital. Impressa, se resume a 50 páginas. Até outubro do corrente ano, já vendera 40 mil exemplares. A opinião pública está dividida.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Primeira festa do Natal

No ano 274 da nossa era cristã, o Imperador Aureliano criou, em Roma, a festa do Sol Invencível, que se realizou no dia 25 de dezembro. Então, a Igreja Católica substituiu a festa pagã pelo Natal de Jesus, que é o Sol da Justiça e a Luz do Mundo. Verdade é que, no ano 330 da nossa era cristã, o Natal de Jesus já era celebrado em Roma.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Por que Belém de Judá?

Quando Herodes perguntou aos príncipes dos sacerdotes e escribas do povo, onde deveria nascer o Messias, eles responderam: Em Belém de Judá (Mt 2,4-5). Por que Belém de Judá ? Para distinguir de outra Belém, que existia na Palestina e pertencia à tribo de Zebulão (Josué 19,15).
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Os nomes dos magos

Dos quatro evangelistas, Mateus é o único a se referir aos Magos, que vieram do Oriente e adoraram Jesus. Mateus não diz quantos eram, nem os chama de reis. Na realidade, eles eram nobres da Pérsia e sábios astrônomos. Os nomes de Melquior, Gaspar e Baltasar lhes foram dados pelo historiador Agnelo, na obra Pontidicalis Ecclesiae Ravenatis.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Quadriga

Nos primeiros séculos da Idade Média, acreditava-se que a Sagrada Escritura possuia quatro sentidos diferentes: o literal, o alegórico, o moral e o analógico. A este conjunto de sentidos interpretativos dava-se o nome de Quadriga.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Quem era Lilit?

Este personagem bíblico tem muitos significados. Na cultura babilônica, era o demônio da noite, o demônio feminino. Já o profeta Isaías (34,14) o chama de escuridão. Segundo uma lenda oriental, antiquíssima, Lilit foi a primeira mulher de Adão. Depois que ela afastou-se de Adão, é que Eva foi criada. Lenda!
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Beronike

Este é o nome da hemorraissa (mulher que sofria de um fluxo de sangue) que Jesus curou(Mc 5, 25-34). Segundo o historiador Eusébio de Cesaréia, ela ergueu, na porta da sua casa, em Paneas, um nomumento de bronze , no qual ela está ajoelhada, suplicando a Jesus a sua cura. Juliano, o Apóstata, destruiu esse monumento.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Pontifícia Comissão Bíblica

Dois atos caracterizam o amor do Papa Leão XIII à Sagrada Escritura: a publicação da Encíclica Providentissimus Deus, em 1893, e a criação da Pontifícia Comissão Bíblica, em 1902. A Comissão compõe-se de 20 biblistas, nomeados pelo papa, por cinco anos, com a função de aprofundar assuntos bíblicos solicitados pela Igreja.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Salmo 110,1

O versículo primeiro deste Salmo - “Senta-te à minha direita, enquanto ponho os teus inimigos por escabelo aos teus pés”- é o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento. É citado 16 vezes: Heb., 5 vezes; Mt., 2; Lc., 2; e uma vezes em At., Rom., 1Cor., Ef., e Colocenses.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Circuncisão

No AT, era o rito religioso que marcava o ingresso oficial do judeu na comunidade de Israel. Consistia na remoção do prepúcio, feita com uma pedra lascada ou um metal. No 3º milênio a.C. já era praticado este rito no Egito. O patriarca Abraão foi quem o introduziu em Israel. No 8-7 milênio, após o nascimento do menino, o pai circuncidava-o, na presença de 10 testemunhas. No cristianismo, ela foi substituída pelo batismo.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

A cruz de Jesus

Pedro Lain, no livro Símbolos da Paixão (2002, p. 23), apresenta 27 tipos de cruzes que já foram criadas pela arte cristã. A maior parte dos estudiosos afirma que a cruz de Jesus foi a crux immissa (cruz cravada) ou capitata (com cabeça), que era formada por duas traves: uma horizontal e outra vertical. Na parte superior da vertical foi posta a inscrição: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Staurós ou Csilón?

Alguns dizem que os católicos deveriam deixar de usar crucifixos, porque Jesus morreu numa estaca (csilón) e não numa cruz (staurós). Ora, no texto grego original do Novo Testamento, a palavra staurós é citada 40 vezes, enquanto csilón (estaca, madeiro, mas também cruz) é citada cinco vezes. Podemos citar, também, o testemunho ocular do apóstolo São João: “junto da cruz de Jesus, estavam (ele), sua mãe...”(Jo 19, 25-27).
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Jesus suou sangue

Narrando a agonia de Jesus no Getsêmani, o evangelista Lucas diz que seu “suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caiam na terra”(Lc 22,44). Do ponto de vista médico, suar sangue é um fenômeno psicossomático hematridose. Segundo o Dr. Le Bec, consiste no “esgotamento físico acompanhado de um transtorno moral, conseqüência de uma emoção profunda e de um medo atroz”.
(Fonte: Prof. Itamar de Souza)

Da fortaleza ao Calvário

Da Fortaleza Antônia, onde Pilatos condenou Jesus à morte, até o monte Calvário, onde Cristo foi crucificado, a distância era de um quilômetro. Após ter sido flagelado com cerca de cem chibatadas, Jesus, já fisicamente esgotado, carregou o patíbulo (trave horizontal da cruz) sobre os ombros e, na cabeça, uma coroa com 70 espinhos. O patíbulo media 1,70 m de comprimento, por 1,14 m de espessura e pesava 70 quilos.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

Templo de Jerusalém

O Templo de Jerusalém que Jesus conheceu e do qual expulsou os vendilhões, foi aquele construído por Herodes, o Grande, entre os anos 19 aC e 64 dC. Trabalharam nesta obra mil sacerdotes e 18 mil operários. No ano 70 dC, ele foi destruído pelo exército romano. Restou, apenas, o Muro das Lamentações. Cumpriu-se, deste modo, a profecia de Jesus sobre a sua destruição (Lc 19, 41-46).

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

500 anos da Basílica

Os católicos de Roma comemoram, em 2006, os 500 anos da construção da nova Basílica de São Pedro, que substituiu a antiga, construída por Constantino, no séc. IV. A construção da nova Basílica começou no dia 18 de abril de 1506, por iniciativa do Papa Júlio II. Grandes artistas italianos concorreram com o seu talento para a beleza deste monumento.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

A Fábrica de São Pedro

Foi o organismo administrativo criado pelo Papa Júlio II, em 1510, para administrar a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Clemente VIII o elevou à categoria de Congregação. Como tal foi extinta por Paulo VI, em 1968. A Fábrica conserva nos seus arquivos cerca de 5.300 documentos (do séc. XVI ao XX) relativos à construção desta basílica.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

Shemoné Esré

Este é o nome da oração que os judeus rezavam, três vezes ao dia, pedindo a Javé que restabelecesse, em Jarusalém, o Reino de Davi, no Messias-Jesus, seu descendente. Tratava-se de uma visão político-nacionalista do Messias prometido.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

Cláudia Prócula

Este é o nome da esposa do procurador romano Pôncio Pilatos. Segundo o evangelista Mateus(27,19), ela quis salvar Jesus das garras dos judeus, mandando dizer-lhe: “Não te envolvas no caso desse justo, porque muito sofri, hoje, em sonhos, por causa dele.”

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

Os Símbolos dos Evangelhos

A partir do séc. II, a iconografia cristã atribuiu a cada Evangelho um símbolo, configurado nos quatro seres que circundam o trono de Deus: leão, touro, homem e águia (Ap 4,6; Ez1,10). Para Mateus, o símbolo é um jovem ou um anjo; para lucas, um touro (representa a força criadora); para Marcos, um leão (força e autoridade); para João, uma águia (em virtude da elevação da sua mensagem).

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

Os 144 mil eleitos

O livro do Apocalipse está cheio de números simbólicos. Este é um deles e, por isso, não pode ser considerado aritimeticamente. Para este número, há várias interprestações, sendo a melhor, esta: os eleitos são todos os cristãos, de todas as épocas e nações, que lutaram e perseveraram na fé, em Cristo, até o fim.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

O Poeta da Eucaristia

Ao introduzir no calendário litúrgico a festa de Corpus Christi, o Papa Urbano IV (1261-64) encarregou São Tomás de Aquino de elaborar a liturgia desta festa. Então, ele escreveu os hinos: Tantum ergo sacramentum, Lauda, Sion, Adoro Te Devote e outros mais. Este santo teólogo foi um grande adorador de Jesus Eucarístico.

(fonte: Prof. Itamar de Souza)

 

Leão XIII (1878-1903) e a Bíblia

Em 1893, lançou a Encíclica Providentissimus Deus, recomendando ao clero o estudo das línguas orientais para melhor compreender a Bíblia. Em 1902, criou a Pontifícia Comissão Bíblica para esclarecer passagens difíceis da Sagrada Escritura. Funciona com 30 especialistas com mandato de cinco anos.

(fonte: prof. Itamar de Souza)