Sacramental
Rito
instituído pela Igreja para o bem, principalmente espiritual, dos
fiéis. A Igreja exerce esse rito à imitação
do que fizeram Jesus Cristo e os apóstolos (abençoando,
exorcizando) em virtude do poder espiritual que recebeu deles. O fruto
dos sacramentais consiste em dar às pessoas ou coisas um caráter
sacro e conseguir a proteção divina.
Diferencia-se, basicamente, do Sacramento porque:
1º) sua instituição não é de Cristo,
mas da Igreja; 2º) seu efeito não decorre do poder que lhe
tivesse sido dado por Cristo, mas da oração impetratória
da Igreja; 3º) tal efeito não é infalível, dependendo
do amor a Deus que tem o que o recebe; 4º) não comunica nem
aumenta, por sí só, a graça que auxilie a aquisição
de bens temporais ou espirituais.
Sacramentos
“São
sinais e meios pelos quais se exprime e se robustece a fé, se presta
culto a Deus e se realiza a santificação dos homens; concorrem
para criar, fortalecer e manifestar a comunhão eclesial”;
os sacramentos “são os mesmos para toda a Igreja...”;
“... compete unicamente à suprema autoridade da Igreja aprovar
ou definir os requisitos para sua validade...” (cf. CDC, 840/841).
“Quem não recebeu o batismo não pode ser admitido
validamente aos outros sacramentos. Os sacramentos do batismo, da confirmação
e da santíssima Eucaristia acham-se de tal forma unidos entre si,
que são indispensáveis para a plena iniciação
cristã” (CDC, Cân. 842).
Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem não
podem ser repetidos porque imprimem caráter. Havendo dúvida
se esses sacramentos foram recebidos de fato ou se o foram validamente,
é prudente conferi-los “sob condição”
(cf. CDC, cân. 845 parágrafos 1 e 2).
Os ministros sagrados não podem negar os sacramentos àqueles
que os pede oportunamente, que estiverem devidamente dispostos e que pelo
direito não forem proibidos de os receber.
Os pastores das almas e outros fiéis, cada um conforme seu próprio
múnus eclesiástico, têm o dever de cuidar de todos
os que pedirem os sacramentos e que estejam preparados para recebê-los
(cf. CDC, cân. 843).
“O batismo, porta dos sacramentos, em realidade ou ao menos em desejo,
necessário para a salvação, pelo qual os homens se
libertam dos pecados, são de novo gerados como filhos de Deus e
se incorporam à Igreja, configurados com Cristo por caráter
indelével, só se administra validamente pela ablução
com água verdadeira, juntamente com a devida forma verbal”
(CDC, Cân 849).
Eucaristia são. É chamada por outros diversos nomes: Ceia
do Senhor, Fração do Pão, Assembléia Eucarística,
Memorial da Paixão, Santo Sacrifício da Missa, Santos Mistérios,
Santíssimo Sacramento, Comunhão, Santa Missa e outros mais
(cf. CIC, 1324 a 1325).
Penitência é chamada, também, de Sacramento da Confissão,
da Conversão, do Perdão e da Reconciliação.
A finalidade desse Sacramento é fazer com que a Igreja, pela força
do Espírito Santo, dê continuidade à obra de cura
e salvação deixada por Jesus Cristo. A Penitência
e a Unção dos Enfermos são, ainda, chamados de “Sacramentos
da Cura”.
Unção dos Enfermos é o sacramento pelo qual Deus,
através da Igreja, oferece sua graça ao homem em situação
de enfermidade grave ou que, por debilidade da velhice, começa
a estar em perigos de morte.
É assistido somente pelo padre e consiste na confissão (quando
ainda é possível), na comunhão e na unção
do óleo dos enfermos.
Ordem é o Sacramento do Ministério pelo qual a missão
confiada por Cristo aos Apóstolos continua sendo exercida, na Igreja,
até os fins dos tempos. Comporta três graus: episcopado,
presbiterado e diaconado. O diaconado é exercido tanto pelos que
caminham para o presbiterado, quanto por aqueles que são Diáconos
Permanentes.
Matrimônio é também chamado de Casamento Religioso,
o Matrimônio é o sacramento pelo qual homem e mulher se unem
e constituem uma família. Os dois, ao se darem um ao outro em casamento,
assumem, com igual responsabilidade, a criação e educação
dos filhos. O Matrimônio é indissolúvel. Só
termina com a morte de um dos cônjuges e foi elevado a Sacramento
por Jesus Cristo.
Sacrário
Desde
a antigüidade foi costume guardar a eucaristia num lugar retirado
e num armário, que acabou dando origem ao sacrário.
Há indústrias especializadas em fabricar vasos sagrados,
como os sacrários, por exemplo. No Brasil há fábricas
em São Paulo e Rio de Janeiro.
Saltério
Mariano
O
Rosário já foi também chamado: saltério mariano,
em virtude de o número de Ave Marias ser igual ao número
dos salmos contidos na Bíblia, isto é, cento e cinquenta.
Sacristia
Uma
dependência anexa à Igreja, geralmente por trás do
presbitério, para os ministros se vestirem e para que se guardem
e se conservem os paramentos e alfaias.
Antigamente também servia para a guarda do Santíssimo, e
era um espaço onde o bispo recebia os cumprimentos, daí
seu outro nome: Salutatorium.
Salmo
Responsorial
É
um salmo ou parte de um salmo, com o qual se responde à leitura
escutada, na missa. É cantado ou proclamado por um solista e o
povo responde a cada estrofe com um estribilho. É também
conhecido como salmo de resposta.
Santo
Sudário
É
o pano de linho puro, que foi utilizado para envolver o corpo de Jesus
Cristo, após sua crucificação, antes que este tenha
sido levado ao santo sepulcro. Mede 4, 36 m de comprimento por 1, 10 m
de largura. Encontra-se, atualmente, na cidade de Turim - Itália.
Satisfação
Sacramental
É
a penitência sugerida pelo confessor, antes da absolvição,
para ser cumprida, posteriormente, pelo penitente, o qual deve estar disposto
a observá-la.
Antigamente exigia-se o seu cumprimento antes de ser dada a absolvição.
Seminário
Instituto
destinado à formação dos aspirantes ao sacerdócio.
Divide-se em Seminário Menor e Seminário Maior. O primeiro
corresponde ao ensino fundamental e médio. O segundo, ao ensino
superior: propedêutico e aos cursos de filosofia e teologia, num
total, aproximado, de sete anos.
Fonte: www.diocesedesantos.com.br
Símbolos
Natalinos
A
Árvore de Natal teve sua origem nos povos germânicos. No
entanto, só ganhou o mundo a partir de 1841, quando o príncipe
Albert enfeitou uma árvore no palácio real britânico.
A escolha do pinheiro se dá ao fato de ser uma árvore forte,
que resistia ao inverno europeu, sem perder as folhas.
O Galo era um componente do presépio, antes mesmo de se tornar
símbolo da missa mais importante do Natal: a Missa do Galo. Por
ser uma ave que canta na madrugada, o galo era colocado nas torres das
catedrais, pelos antigos cristãos, simbolizando aquele que louvava
a Deus, em nome dos homens, enquanto eles dormiam.
O Papai Noel tem a sua origem na figura de São Nicolau (350 d.C.).
De acordo com a história, ele fazia caridade, enquanto as pessoas
dormiam, dando-lhes o que necessitavam. Esse costume também é
uma herança dos Reis Magos, que presentearam Jesus, no dia do seu
nascimento.
O presépio surgiu no século IV, quando eram pintados ou
esculpidos nas catacumbas ou sarcófagos. Desde o início
do cristianismo, as imagens tinham a função de anunciar
mensagens bíblicas. O presépio é, portanto, a síntese
do sonho de Deus, onde cada personagem tem um sentido simbólico.
Foi o artista inglês John Horley quem, 1843, enviou um cartão
a um amigo distante, Sr. Henry Cole. No cartão havia a ilustração
de uma reunião familiar, com os dizeres: “um alegre Natal
e um feliz Ano Novo para você”. Este é o primeiro registro
que se tem do envio de um cartão de Natal.
Sinos
- inscrições
De
uso a partir do século XII. São:
. Nomes - indicando o Santo em cuja honra o sino foi oferecido, ou o artista
que o fabricou, ou personalidade que o doou.
. Frases - imformando o motivo da sua aposição, com datas
e personalidades que lhe são pertinentes.
. Sentenças - destacando o seu destino.
Sobrepeliz
Veste
branca, do tamanho do roquete, enfeitada de rendas, usada pelos clérigos
sobre a batina. É originária do norte da Europa. Para suportar
o frio do inverno, monges e clérigos se protegiam usando os grossos
sobrepelizes. Aos poucos, passou a ser veste litúrgica ordinária,
obrigatória na administração dos sacramentos e sacramentais.
(Fonte: Dicionário da Missa - Prof. Itamar de Souza)
Solideo
Barrete
clerical, sem gomos, para cobrir o alto da cabeça. É usado
pelo papa, cardeais, bispos e abades, em todas as celebrações.
O papa usa o solideo de cor branca; os cardeais, vermelho; os bispos,
roxo; e os abades, preto.
Solideo significa: tirado somente para fazer reverência a Deus.
Sua
Santidade
Título
atribuído ao Papa e que não significa santidade pessoal,
mas a dignidade, a mais santa, neste mundo, de que o Papa se acha revestido.
Outros títulos:
- Sumo Pontífice,
- Bispo de Roma,
- Sucessor de Pedro,
- Vigário de Cristo.
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