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Desde
o início da renovação pastoral na nossa Diocese,
a partir da década de 40, os sacerdotes que a lideravam perceberam
que o padre sozinho na sua paróquia não podia realizar
um bom trabalho de evangelização. Por isso, começaram
a se reunir informalmente no Patronato de Ponta Negra, onde surgiu a
reunião mensal do clero, um dos esteios do Movimento de Natal,
que depois se abriu também para as religiosas e os leigos. No
início, eram apenas seis padres: Eugênio Sales, Nivaldo
Monte, Expedito Medeiros, Alair Vilar, Manoel Tavares e Pedro Moura.
Depois a reunião foi se alargando até atingir todo o clero.
Era necessário atingir também as estruturas das paróquias
numa pastoral de conjunto. Assim foi proposta, na década de 60,
a agregação das paróquias vizinhas numa unidade
pastoral que se denominou Zonal. Toda a Diocese foi dividida em zonais
que hoje são treze. Constatando-se, porém, que os problemas
e as soluções pastorais não eram os mesmos na área
urbana e na área rural, no litoral, no agreste ou no sertão,
surgiu a ideia de criar unidades mais amplas, englobando, por exemplo,
todos os Zonais da Cidade do Natal e da sua área metropolitana;
como também os Zonais do sertão e do agreste. Decidiu-se
então criar as Regiões Pastorais, anteriormente chamadas
Vicariatos Episcopais Territoriais e que em outras dioceses são
conhecidos por outros nomes, como Decanatos ou Foranias. O nome pode
variar, o importante é descentralizar o governo diocesano, criando
unidades pastorais de acordo com as características geográficas
e sócio-econômicas da região.
O próprio Código de Direito Canônico de 1983 oficializou
e regulamentou estas unidades com o nome de Vicariatos Forâneos:
“Para promover o cuidado pastoral mediante cooperação,
diversas paróquias mais próximas podem unir-se como os
vicariatos forâneos.” Cada Vicariato Forâneo ou Região
Pastoral tem um coordenador nomeado pelo bispo, depois de ouvidos os
padres da região. A intenção do Código é
que estes Vigários Forâneos participem do governo colegiado
da diocese, com funções específicas como: promover
e coordenar a atividade pastoral do Vicariato, velar pelo bom desempenho
pastoral e espiritual dos padres e assegurar que as funções
religiosas sejam celebradas de acordo com as normas litúrgicas;
estimular a participação dos padres em cursos, reuniões
e conferências visando a sua permanente atualização
teológica e pastoral; ajudá-los nas situações
mais difíceis e zelar para que não lhes falte a ajuda
material para sua manutenção condigna na paróquia
(Cân. 555).
Na Arquidiocese de Natal existem, atualmente, três Regiões
Pastorais: a Região Pastoral Urbana, abrangendo a Cidade do Natal
e a Grande Natal, com seis Zonais; a Região Pastoral Sertão
Central / Cabugi, Mato Grande e Salineira, que abrange toda a parte
Norte e Leste da Arquidiocese, com três Zonais; e a Região
Pastoral Agreste, Trairi e Potengi, abrangendo o Sul da Arquidiocese,
com quatro Zonais. Não há, porém, na Arquidiocese,
Vigários Forâneos com as atribuições que
lhes são próprias, de acordo com a Legislação
Canônica.
Dado o crescente número de sacerdotes, religiosos e diáconos
permanentes, as reuniões mensais do clero, religiosos e leigos,
as assembleias anuais de planejamento e outros encontros pastorais,
que anteriormente eram unificadas em Ponta Negra, hoje são diversificados
de acordo com a Região Pastoral.
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