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Nossa coluna hoje homenageia os papas que, de algum modo, estão
ligados à história centenária de nossa Diocese.
A expressão latina “Urbi et Orbi”, que se traduz
“para a Cidade [de Roma] e para o mundo” é atribuída
à bênção papal dada solenemente do balcão
central da Basílica de São Pedro nas ocasiões festivas,
como a sua eleição e as solenidades de Natal e Páscoa.
São Pio X (1903-1914) é o papa que criou a Diocese de
Natal, a 29 de dezembro de 1909, pela Bula “Apostolicam in singulis”,
e nomeou o 1º Bispo de Natal, Dom Joaquim Antônio de Almeida
(1910). Lutou contra a interferência do poder civil na Igreja,
fez reformas nas estruturas eclesiásticas, defendeu a doutrina
católica e é chamado o Papa da Eucaristia, por ter estimulado
a comunhão frequente e das crianças.
Bento XVI (1914-1922) nomeou o 2º Bispo de Natal, Dom Antônio
dos Santos Cabral (1917). Governou a Igreja no período difícil
da 1ª Guerra Mundial e proclamou o Código de Direito Canônico
de 1917.
Pio XI (1922-1939) nomeou o 3º Bispo de Natal, Dom José
Pereira Alves (1922) e o 4º Bispo, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza
Dantas (1929). Foi o papa da Ação Católica e assinou
o Tratado de Latrão que criou o Estado da Cidade do Vaticano.
Pio XII (1939-1958) elevou a Diocese de Natal à Arquidiocese
e Sede Metropolitana, e nomeou Dom Marcolino Dantas, 1º Arcebispo
de Natal (1952), e Dom Eugênio de Araújo Sales, Bispo Auxiliar
de Natal (1954). Muito trabalhou pela paz do mundo, durante o período
conturbado da II Guerra Mundial. Seu lema era “A Paz é
fruto da Justiça”. Fez reformas na liturgia da Semana Santa
e proclamou o dogma da Assunção de Nossa Senhora ao céu.
Beato João XXIII (1958-1963) nomeou Dom Nivaldo Monte, Bispo
Auxiliar de Aracaju (1963) e Dom Eugênio de Araújo Sales,
Administrador Apostólico de Natal. Convocou o Concílio
Ecumênico II e presidiu sua 1ª etapa. Estimulou o Ecumenismo
e o diálogo com as outras religiões. Era chamado o Papa
Bom.
Paulo VI (1963-1978) fez as seguintes nomeações: Dom Nivaldo
Monte, Administrador Apostólico de Natal (1965), promovendo-o
em 1967 para 2º Arcebispo; Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, Bispo
de Amargosa (1970) e Dom Heitor de Araújo Sales, Bispo de Caicó
(1978).
João Paulo I (1978) governou a Igreja Católica apenas
33 dias, de 26 de agosto a 29 de setembro 1978. No seu brevíssimo
pontificado, conquistou o mundo inteiro pela sua simplicidade e bondade.
O Clero de Natal e o Clero de Caicó, conduzidos pelo Bispo de
Caicó e futuro Arcebispo de Natal, Dom Heitor, participaram de
uma peregrinação a Roma e à Terra Santa e foram
recebidos pelo papa no dia 27 de setembro. Dois dias depois, o papa
João Paulo I estava morto e os padres, ainda em Roma, desfilaram
piedosamente diante do seu corpo.
João Paulo II (1978-2005) nomeou três Arcebispos de Natal:
Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, Dom Heitor de Araújo Sales
e Dom Matias Patrício de Macedo, respectivamente, 3º, 4º
e 5º Arcebispos. Sua histórica visita a Natal, nos dias
12 e 13 de outubro de 1991, para o encerramento do XII Congresso Eucarístico
Nacional, foi um dos maiores eventos da vida religiosa no Rio Grande
do Norte.
Bento XVI (2005), o atual Pontífice, eleito a 19 de abril de
2005, recebeu em audiência o Arcebispo Metropolitano, Dom Matias
Patrício de Macedo e o Arcebispo Emérito, Dom Heitor de
Araújo Sales.
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