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de Congregação Mariana |
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Por
Mons. Francisco de Assis Pereira Postulador e Arquivista da Arquidiocese assispereira@supercabo.com.br |
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Uma das obras mais importantes do governo de D. Antônio dos Santos
Cabral, 2º Bispo de Natal (1918 – 1921), foi a Congregação
Mariana, fundada a 14 de julho 1918, poucos meses depois de sua posse.
Um pequeno grupo de seis rapazes, sob a liderança de Ulisses de
Góis, antes mesmo da chegada de D. Antônio, começara
a se reunir e planejar um trabalho conjunto. O terreno estava assim preparado
para uma associação de moços que, pela vontade do
bispo, se concretizou na Congregação Mariana. O primeiro
núcleo conseguiu juntar 21 jovens, entre os quais Lauro Wanderley,
Vital Joffili, Sérgio Severo e o próprio Ulisses, que foi
escolhido para presidente. D. Antônio, pessoalmente, assumiu o cargo
de Assistente Eclesiástico, presidindo as reuniões, dirigindo
os círculos de estudo e promovendo os retiros espirituais. Por
orientação de D. Antônio, o grupo se abriu também
para a situação social. Ele dizia que “a Congregação
não era só para rezar, mas devia realizar também
um trabalho social”. As obras sociais mantidas pela Congregação deixaram marcas profundas na sociedade natalense, sobretudo, a Escola de Comércio, fundada por Ulisses de Góis, a 08 de setembro de 1919, cujo primeiro diretor foi Moisés Soares e no corpo docente estavam os professores João Tibúrcio, Manoel Tavares Guerreiro, Flodoaldo de Góis, Alberto Roselli e Mons. Calazans. A sede própria era na rua João Pessoa, onde funcionou mais tarde o Cine Nordeste. Nos anos sessenta foi criada também por iniciativa de Ulisses de Góis a Faculdade de Ciências Econômicas depois incorporada à UFRN. A Congregação manteve-se viva e atuante também no governo de D. José Pereira Alves (1923 – 1928) que, sendo um homem de grande cultura, atraiu jovens intelectuais, como Afonso Bezerra, Nilo Pereira e Miguel Seabra. Otto Guerra entrou na Congregação em 1928. D. José incrementou bastante o setor de Cooperativismo, fundando a Caixa Rural e Operária, sob a responsabilidade dos marianos, a 15 de agosto de 1926. Seguiram-se outras 10 Caixas Rurais no interior. O movimento cresceu tanto que foi instituída a Cooperativa Central de Crédito Norte-rio-grandense, sob a liderança de Ulisses . De grande importância foi a atuação da Congregação Mariana no setor de Imprensa: em 1922, o semanário “ A Palavra” e em 1923 o “Diário de Natal”, já no governo de Dom José Pereira Alves, que, depois, foi fechado por dificuldades financeiras. Era necessário, portanto, uma entidade mantenedora e a Congregação abriu o Centro de Imprensa, a 30 de outubro de 1932, que tornou possível a circulação do jornal “A Ordem”, como diário de 1935 a 1953, e como semanário de 1962 à 1967. Finalmente, de maio de 2006, até nossos dias, “A Ordem” circula na forma de tablóide semanal. |