III ENCONTRO DE FORMAÇÃO
POR QUE SER DIZIMISTA? Espiritualidade e mística do dizimista

Acolhida e ambientação:
Preparar o local do encontro com carinho: observar a limpeza, arrumação das cadeiras (de preferência em círculo), cartazes, TV/DVD para exposição da palestra, música, enfim, tornar o lugar acolhedor. Colocar no centro a Bíblia e o crucifixo com flores e velas. Preparar pequenos cartões com o coração partilhado, símbolo do dízimo. (O coordenador usa a criatividade). Não esquecer os abraços e a acolhida humana.

Canto de acolhida:
Você que está chegando bem vindo, seja bem vindo (bis) Só estava faltando você aqui. Só estava faltando você irmão(ã). Só estava faltando você aqui. Bem vindo à formação. (ou outro à escolha)

Motivação inicial:
O coordenador acolhe a todos transmitindo alegria e falando da importância da formação para todos os agentes da pastoral retomando a temática dos encontros anteriores: A fundamentação do dízimo no Antigo Testamento da Bíblia. Recordar Abrãao, Jacó e Moisés e suas relações com o dízimo. E no Novo Testamento: a confiança da viúva pobre, a crítica de Jesus aos fariseus que faziam do dízimo apenas o cumprimento de uma regra, sem o testemunho de vida, e a decisão cristã de doar com alegria. Conclui a motivação convidando a todos para a oração inicial.

Canto inicial:
1. Tem que ser agora/ já chegou à hora da condivisão/Deus é pai da gente, / fez-nos diferente, mas nos quer irmãos.
Eu sou dizimista, eu sou/ vou ser dizimista, Eu vou,/ vamos partilhar o que Deus nos dá todos o nosso amor. (bis)
2. Oh! Que maravilha, / festa da partilha, sem obrigação/ Deus é pai bondoso, / é tão generoso, multiplica o pão.
3. Os irmãos carentes, / pobres e doentes, se alegrarão/ quando a nossa oferta/ for de mão aberta, for de coração.

Coord.: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
T.: Amém.

Coord.: Irmãos e irmãs dizimistas. Hoje Deus quer restaurar em nós as virtudes que nos levam a assumir, com fidelidade, o nosso dízimo cristão. Ele nos interroga: Por que ser dizimista? Qual a espiritualidade da nossa Pastoral? Qual a mística presente no coração partilhado de cada um de nós? (Neste momento cantar uma música suave que fale em partilha ou mesmo utilizar um som com cd. Cada participante caminha ao centro e pega um cartão com o coração partilhado, senta-se e permanece em silêncio, olhando para o coração e meditando sobre o que lhe faz ser dizimista. Depois de um momento silencioso de interiorização, pode haver um breve momento de partilha para encerrar a dinâmica e depois canta-se um hino.)

Canto:
Obrigado, Senhor, porque és meu amigo.
Porque sempre comigo Tu estás a falar.
No perfume das flores, na harmonia das cores e no mar que murmura o Teu nome a rezar.
Escondido tu estás/ no verde das florestas/
Nas aves em festa/ no sol a brilhar/
Na sombra que abriga/ na brisa amiga/
Na fonte que corre/ ligeira a cantar.
Te agradeço ainda porque na alegria,
Ou na dor de cada dia posso Te encontrar.
Quando a dor me consome, murmuro o Teu nome e mesmo sofrendo, eu posso cantar.
Escondido tu estás...

Coord.: Vamos salmodiar ao Senhor, rezando, em dois coros, o Salmo 64:

Coro 1 – A vós, ó Deus, convém o louvor em Sião. É a vós que todos vêm cumprir os seus votos, vós, que atendeis as preces.
Coro 2 – Todo homem acorre a vós, por causa de seus pecados. Oprime-nos o peso de nossas faltas: vós no-las perdoais.
Coro 1 – Feliz aquele que vós escolheis e chamais para habitar em vossos átrios. Possamos nós ser saciados dos bens de vossa casa, da santidade de vosso templo.
Coro 2 – Vós nos atendeis com os estupendos prodígios de vossa justiça, ò Deus, nosso Salvador. Vós sois a esperança dos confins da terra e dos mais longínquos mares. Vós que, com a vossa força, sustentais montanhas, cingidos de vosso poder.
Coro 1 – Vós, que aplacais os vagalhões do mar, o bramir de suas vagas e o tumultuar das nações pagãs. À vista de vossos prodígios, temem-vos os habitantes dos confins da terra; saciais de alegria os extremos do oriente e do ocidente.
Coro 2 – Visitastes a terra e a regastes, cumulando-a de fertilidade. De águas encheu-se a divina fonte e fizestes germinar o trigo. Assim, pois, fertilizaste a terra:
Coro 1 – Irrigaste os seus sulcos, nivelastes as suas glebas; amolecendo-as com as chuvas, abençoastes a sua sementeira. Coroastes o ano com os vossos benefícios; onde passastes ficou a fartura.
Coro 2 – Umedecidas as pastagens do deserto, revestem-se de alegria as colinas. Os prados são cobertos de rebanhos, e os vales se enchem de trigais. Só há júbilo e cantos de alegria.

Mensagem para reflexão: O TEMPO
Coord.: Escutemos a mensagem sobre o tempo:
“ Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um salário de R$ 86.400,00. só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte. Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz?
Você irá gastar cada centavo, é claro? Todos nós somos clientes deste banco de que estamos falando. Chama-se tempo!
Todas as manhãs, são creditados para cada um 86.400 segundos. Todas as noites o saldo é debitado, com perda. Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta corrente é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia se avaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no prensente o seu depósito diário.
Invista, então, no que for melhor: na saúde, na felicidade e no sucesso! O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.
Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte a um estudante que repetiu de ano.
Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve bebê prematuramente.
Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu o trem.
Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de UM MILISSEGUNDO, pergunte a alguém que consquistou a medalha de prata em uma olimpíada.
Valorize cada momento que você tem. E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial, suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
Lembre-se que o tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã é uma mistério. O passado é história. O futuro é mistério. O presente é uma dádiva, por isso ele se chama presente.”
(In Jornal de opinião).

Reflexão:(Depois de um tempo de interiorização)
Coord.: Será que estamos aproveitando bem o tempo que Deus nos concede? Quem gostaria de partilhar algum sentimento ou algum testemunho diante desta mensagem? (Deixar que o grupo fale.) Concluir, dizendo: O DIZIMISTA É ALGUÉM QUE APROVEITA BEM O TEMPO E TUDO MAIS QUE DEUS LHE DÁ.

Coord.: Concluamos nossa oração, de mãos dadas, com as orações do Pai Nosso e da Ave Maria:
O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
T.: Amém.

Coord.: Terminada a oração, vejamos, o terceiro vídeo da nossa formação neste ano:

3º TEMA:
POR QUE SER DIZIMISTA? ESPIRITUALIDADE E MÍSTICA

Já descobrimos o porquê do dízimo pela fundamentação bíblica dos encontros anteriores. Mas, ainda nos interrogamos: Por que ser dizimista? Alguns católicos não conseguem encontrar uma razão para isto, mesmo sabendo da recomendação bíblica sobre o dízimo devolvido a Deus. Alguns se inscrevem na pastoral, mas não são conscientes de sua missão e deixam, depois de algum tempo, ou por alguma decepção com a Igreja, com o padre, a própria pastoral do dízimo ou outras pastorais da comunidade. Outros preferem pagar as taxas, quando necessitam de algum serviço da igreja. Alguns até criticam fortemente, suspeitando de armação para retirar dinheiro dos fiéis, etc... São muitas opiniões e pontos de vista: E você? O que acha?
Para algumas igrejas cristãs, o dízimo é uma imposição pesada, que não sendo cumprida atrairá a maldição ou o abandono de Deus. Para outras, o dízimo é o pagamento para receber graças e milagres divinos. E quanto mais se paga, mais se recebe! Para a Igreja Católica, não é esta a motivação, a espiritualidade que acompanha a devolução do dízimo a Deus. Para nós, o dízimo deve ser assumido como um compromisso de vida, como expressão de fé. A opção pelo dízimo colabora para a formação do espírito de uma comunidade co-responsável, adulta, evangelizada e participativa.
Ser dizimista é saber abandonar-se nas mãos do Pai todo amoroso; abandonar nossas cargas, nossos pesos inúteis e desnecessários que, por vezes, carregamos com certa mágoa e constrangimento. E isto não é um constrangimento nem exige nada em troca.
O dízimo é uma grande ação de graças pelo que Deus faz em nossas vidas. É um reconhecimento; é um louvor por tudo que Deus faz em nossa comunidade, é um agradecimento pelo que temos e podemos compartilhar com os irmãos na fé. O dizimista se alegra com tudo isso. Ele bane para longe o “peso” da colaboração mensal. O dízimo, assim, não é mais um peso: é um alegre convite à fraternidade.
O povo de Deus que conhecemos na Bíblia é um povo alegre. Assim deve ser o dizimista fiel. O povo de Deus se alegrava com tudo e por tudo: pela água que jorrava do poço (Números 21,17); pela chuva que chegava na hora oportuna (Joel 2,23-24); pela riqueza da colheita (Sl 126,5-6); pelo primeiro cacho de uva (Isaias 65,8); pelo sabor do vinho (Sl 104,15); etc. São ocasiões para cantos que ressoavam nas colinas como rezamos, hoje, com o Salmo 64, (Sl 64,10-14), à porta das cidades e nas casas (Sl 9,15 e 73,28). O Dízimo deve ser levado ao altar com alegria; a alegria desperta um desejo de comunhão com o divino. Devemos ser dizimistas porque desejamos esta união com Deus que é todo Bondade e Misericórdia. Deus não nos obriga à devolução, nem cobra por sua bondade. Esta é a espiritualidade católica do dízimo.

Quais as características de um verdadeiro dizimista? Qual a sua mística?

A experiência do dízimo nos leva ao encontro com Deus e com o irmão, dessa forma gera uma espiritualidade encarnada. Ser dizimista é amar o que se faz amando o gesto de partilhar. Assim entendido, o dízimo ganha um novo significado, tem outro sabor. O sabor da alegria é sempre renovado. Para sermos bons dizimistas não há necessidade de malabarismos. Só disponibilidade, muito amor e muita alegria.
O dízimo é um verdadeiro bálsamo para as nossas feridas. Conhecemos tantas pessoas curadas depois que começaram a contribuir com o dízimo. Muitos problemas de depressão, ansiedade e outros males são resultados de comportamentos desorientados. O dízimo é altamente educativo.
O dízimo nos estimula à comunhão. No entanto, a comunhão é uma questão de propósito de vida, de tomada de posição em favor de algo importante e bom. Realizar o propósito de comunhão não é tão simples como pode parecer. A comunhão supõe partilha. Partilhar o quê? Aquilo que tenho, pois o que tenho nunca é somente meu. Aqui está o grande desafio e o embaraço das pessoas que, supostamente, se consideram ricas. Sua riqueza não é simplesmente “sua”; deve entrar outro elemento para o equilíbrio: “nosso”. Aqui está a dignidade da riqueza. Quando rezamos o Pai Nosso, não dizemos a expressão “meu”, mas, “nosso”.
O dízimo indica essa comunhão necessária entre nós. A comunhão sempre é suficiente! É uma questão de descoberta. Não é milagre; é partilha no ambiente da comunhão. Aqui o Dom se faz comunhão; é a suficiência no limite do pouco que “com Deus é muito”. Isso não está escrito em livro, mas nos álbuns das vidas. É questão de se folhear as páginas das tantas vidas transformadas e dos exemplos estampados em tantas pessoas que fizeram essa experiência. A comunhão é em favor do bem comum e para o bem de todos.
Portanto, o verdadeiro dizimista, apresenta como principal característica o gosto pela COMUNHÃO. Unindo-se a Deus e aos irmãos o dizimista supera o egoísmo, a auto-suficiência, a idolatria, a divisão, e todos os outros males que afastam de Deus. O CAMINHO DO DÍZIMO É O CAMINHO DA SANTIDADE. Esta é a mística presente no coração partilhado e é por isto que VOCÊ DEVE SER DIZIMISTA. Boa reflexão e bom mês para todos vocês. Que a Graça e a Paz de Deus estejam presentes em sua caminhada e sua ação pastoral, por intercessão da Virgem Mãe da Apresentação, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Coord.: Terminada a exposição vamos conversar sobre o que ouvimos:
1. A verdadeira espiritualidade do dízimo está presente em nossa pastoral?
2. Somos dizimistas porque queremos a comunhão com Deus e os irmãos?
3. Caminhamos para a santidade? Quais os desvios que percebemos em nossa caminhada e como eliminá-los?

Coord.: Após as reflexões partilhadas o grupo poderá eleger atitudes que assumirá a partir deste encontro para cultivar a espiritualidade e a mística do autêntico dízimo cristão. Todos poderão anotar no cartão do coração partilhado que receberam no início. Encerrar cantando:

Canto:
1. Quando você despertar amanhã/ e a sua janela abrir/ veja que Deus lhe dá tudo/ sem nada pedir.
Abra o seu coração/ Dízimo é prova de Amor./ Sangue, corpo, vinho e pão/ Assim Jesus ensinou. (bis)
2. É dando que se recebe/ Se cresce ao dividir/ Tudo o que eu sou e o que tenho/ pertence a ti.
3. Eu sempre serei/ Dizimista com muito Amor/ vou partilhar toda graça/ Que vem do Senhor.

Orientações:

. Agradecer a presença de todos e marcar a próxima formação. Data, local, hora.

. Concluamos o encontro com o abraço da paz. (Todos se cumprimentam)

FRASE PARA MEDITAR DURANTE ESTE MÊS:
“O dízimo é uma plantinha frágil e indefesa. Cuide dela.”