II ENCONTRO DE FORMAÇÃO
POR QUE O DÍZIMO? Fundamentação bíblica II

Acolhida e ambientação:
Preparar o local do encontro com carinho: observar a limpeza, arrumação das cadeiras (de preferência em círculo), cartazes, TV/DVD para exposição da palestra, música, enfim, tornar o lugar acolhedor. Colocar no centro a Bíblia com flores e velas. Preparar a imagem de Cristo crucificado que será entronizada durante o encontro. Não esquecer os abraços e a acolhida humana.

Canto de acolhida: (ou outro à escolha)
Seja bem vindo olê lê! /Seja bem vindo olá lá! / Paz e bem pra você que veio participar!
Dizimista, vem cá, vem saudar Jesus Cristo que está na altar (2x)
- Já vou, já vou, atender o chamado de nosso Senhor! (2x)

Motivação inicial:
O coordenador acolhe a todos transmitindo alegria e falando da importância da formação para todos os agentes da pastoral retomando a temática do encontro anterior: A fundamentação do dízimo no Antigo Testamento da Bíblia. Recordar Abrãao, Jacó e Moisés em suas relações com o dízimo. Conclui a motivação convidando a todos para a oração inicial.

Canto inicial:

Eis-me aqui Senhor!(Bis)
Pra fazer Tua Vontade pra viver do Teu Amor(Bis)
Eis-me aqui Senhor!

1.O Senhor é o Pastor que me conduz
Por caminhos nunca vistos me enviou
Sou chamado a ser fermento sal e luz
E por isso respondi: aqui estou!

2.Ele pôs em minha boca uma canção
Me ungiu como profeta e trovador
Da história e da vida do meu povo
E por isso respondi: aqui estou!

3.Ponho a minha confiança no Senhor
Da esperança sou chamado a ser sinal
Seu ouvido se inclinou ao meu clamor
E por isso respondi: aqui estou!

Coord.: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
T.: Amém.

Coord.: Irmãos e irmãs dizimistas. Deus continua a acreditar em nós e, apesar dos nossos pecados, nos convida para a missão. Nossa missão nesta Pastoral do dízimo é indispensável para que os católicos, nossos irmãos, restaurem sua confiança em Deus, retomem seu caminho pela vida de santidade, e redescubram a alegria de colaborar na construção do Reino da vida. Louvemos a Deus pela missão que nos dá:

Canto:

Glória, Glória, Aleluia (3x) Louvemos o Senhor!

1-Na beleza do que vemos, Deus nos fala ao coração.
Tudo canta: Deus é Grande, Deus é Bom e Deus é Pai.
É seu Filho Jesus Cristo, quem nos une pelo amor, Louvemos o Senhor!

2-Deus nos fez comunidade pra vivermos como irmãos,
Braços dados, todos juntos, caminhamos sem parar,
Jesus Cristo vai conosco, Ele é Jovem como nós, Louvemos o Senhor!

3-Jesus Cristo é Alegria, Jesus Cristo é o Senhor.
Da vitória sobre a morte deu a todos o penhor.
Venceremos a tristeza, venceremos o temor, Louvemos o Senhor!

Entronização da Imagem de Cristo:
Coord.: Acolhamos a Imagem de Cristo crucificado, que doou não somente 10%, mas os 100% de sua vida para a nossa salvação: (A Imagem é apresentada ao grupo, passa de mão em mão e todos dão um beijo na imagem. Depois é colocada no centro)

Canto:
Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão. (bis)

1. Eis que Eu vos dou o meu novo mandamento:
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado".
2. Vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito:
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado".
3. Como o Pai sempre me ama, assim também Eu vos amei:
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado".
4. Permanecei no meu amor e segui meu mandamento:
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado".
5. E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim:
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado".
6. Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos:
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado".

Aclamação ao Evangelho:
Coord.: Aclamemos, com alegria, a Palavra da Salvação:

Canto:
Eu creio nas palavras de Deus (bis) Eu creio nas palavras do meu Senhor. / Se sou fiel no pouco / ele me confiará mais / Se sou fiel no pouco / meus passos guiará. (bis)

Evangelho: Lucas 16, 9-12 (ler na Bíblia)
“Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos. Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes. Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará às verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?”
Palavra da salvação: Glória vós Senhor!

Reflexão:
Coord.: “Usem o dinheiro injusto para fazer amigos que vos acolherão nas moradas eternas”. O Evangelho recomenda o uso do dinheiro (riquezas) em favor dos pobres. Dinheiro injusto não significa, aqui, aquilo que é adquirido com desonestidade, mas toda riqueza material, nosso salário, nossos bens, que só podemos utilizar na terra e não nos acompanharão para a outra vida. Somente aproveitaremos na eternidade o fruto da boa utilização destes bens na terra. Só os utilizamos bem quando não nos deixamos escravisar por eles, mas os aproveitamos para o bem de todos, pela partilha. O dízimo é uma escola para aprendermos a utilizar bem nosso dinheiro. (motivar uma conversa com os agentes sobre o comportamento de cada um na utilização do dinheiro ou das riquezas que possui. É um momento de revisão para cada um. (Não falar dos outros mas de si mesmo)
. Como você utiliza os bens que possui? Estão a serviço de todos ou do seu egoismo?
. Você é fiel com Deus naquilo que Ele lhe dá ou tenta enganá-lo?
. Você sente que Deus tem confirmado o seu dízimo confiando-lhe mais? Tem algum testemunho para a edificação dos irmãos?

Preces espontâneas:
Coord.: Apresentemos a Deus nossos pedidos de hoje, cantando depois de cada oração: Se sou fiel no pouco, Ele me confiará mais. Se sou fiel no pouco, meus passos guiará.

L 1 – Para que saibamos utilizar, como dom para todos, aquilo que o Senhor nos concede, cantemos:
L 2 – Para que o nosso dízimo seja fiel àquilo que recebemos de Deus, cantemos:
L 3 – Para que o nosso serviço nesta pastoral seja fruto da nossa fidelidade a Deus, cantemos:
L 4 - Para que nossos paroquianos sejam fiéis com Deus na devolução do seu dízimo, cantemos:
L 5 – Para que nossa paróquia seja fiel na aplicação do dinheiro arrecadado pela pastoral do dízimo, cantemos:

Coord.: Concluamos nossas preces, de mãos dadas, com a oração do Pai Nosso:

Coord.: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
T.: Amém.

Coord.: Terminada a oração, vejamos, o segundo vídeo sobre a fundamentação bíblica do dízimo:

2º TEMA: POR QUE O DÍZIMO? Fundamentação bíblica II

Carissimos irmãos e irmãs e agentes da Pastoral do Dízimo. A Paz e o amor de Jesus, com a proteção constante de Nossa Senhora da Apresentação, nossa Padroeira. Já vimos no encontro anterior as três dimensões da pastoral do Dízimo: a religiosa, a missionária e a social. Vimos, também, a fundamentação bíblica do dízimo na experiência de Abraão, no Livro do Gênesis (Gn. 14, 18-20), reconhecendo que tudo pertence a Deus e ele não poderia ficar com o que é de Deus, fazendo portando a devolução de 10% ao sacerdote Melquisedec. Também vimos a experiência do Patriarca Jacó, também no Livro do Gênesis (Gn. 28, 22), reconhecendo que tudo o que recebe, a proteção para caminhar, a comida, a roupa, a graça de retornar de suas viagens, vem de Deus. Deus, portanto é quem nos dá todas as coisas necessárias para a vida, e, sendo grato a toda esta bondade, o homem devolve 10% daquilo que recebe, como gratidão e reconhecimento. Também vimos que com Moisés, no Livro do Levítico (Lv. 27, 30-32), o dízimo foi incorporado à Lei. É vontade de Deus para o seu povo escolhido. A décima parte de tudo é consagrada a Deus. Hoje, continuaremos fundamentando o dízimo na Bíblia, agora no Novo Testamento.

POR QUE O DÍZIMO?

Marcos 12, 41-44 (Ler na Bíblia)
“Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias. Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de
apenas um quadrante. E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento.”

...“Depositou tudo o que tinha...”
Iniciamos a fundamentação bíblica do dízimo no Novo Testamento pelo Evangelho de Marcos, que, nos apresentando quem é Jesus, mostra-o no templo, admirando a entrega dos dízimos e elogiando a viúva pobre, que depositou tudo o que tinha para sobreviver. Vejam só: Jesus não condena aquela atitude, mas a elogia e apresenta como exemplo para seus discípulos e seguidores. Assim, Jesus, manifestando a vontade do Pai, confirma que a devolução do dízimo lhe é agradável e acentua que é reconhecimento do Amor de Deus que cuida de todos os seus filhos. A pobre viúva reconhecia que tudo que recebia vinha de Deus e por isso, lhe devolvia tudo. Lembra Abrãao, que não queria ficar com o que pertencia a Deus, e Jacó que queria ser grato a Deus por tudo. Por qual razão a viúva agiu daquela forma? Será que era inconsequênte e não pensava no dia de amanhã? Será que pelo fato de estar velhinha achava que morreria logo ou não tinha mais sã consciência das coisas? Qual o seu segredo que tanto agradou a Jesus e foi digno de elogio? Na verdade seu segredo estava na confiança que tinha em Deus. Se ela estava ali era por causa de Deus! Tudo que iria lhe acontecer depois estava nas mãos de Deus! Essa é a lição da viúva. O DIZIMISTA É, ACIMA DE TUDO, ALGUÉM QUE CONFIA EM DEUS E SABE QUE ESTÁ EM SUAS MÃOS.

Lucas 11, 42 (Ler na Bíblia)
“Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas.”

...“Deixam de lado a justiça e o amor de Deus...”
Jesus critica as autoridades dos judeus por causa da hipocrisia e devido ao seu formalismo religioso. Hipocrisia é fingimento, simulação, falsidade, falsa devoção. Vejam bem: Jesus critica o modo de devolver o dízimo separado do testemunho de vida e não critica o dízimo em si. “Deviam praticar a justiça sem omitir a devolução do dízimo”. Mais uma vez, podemos dizer: Jesus confirma o dízimo, como uma prática que agrada a Deus, quando acompanhada de uma vida na justiça e no amor. Os judeus estavam preocupados apenas no cumprimento dos preceitos, mas esqueciam os mandamento essenciais. Toda oferta feita na Igreja deve ser acompanhada de um gesto de boa intenção que nasce da justiça, da misericórdia e da fidelidade. O verdadeiro dízimo, fundamentado na Escritura Sagrada do Novo Testamento, nasce de uma profunda disponibilidade a toda prova e de uma profunda comunhão eclesial. DEUS NÃO QUER TEU DINHEIRO, MAS A TUA VIDA INTEIRA. Assim, o Evangelho nos apresenta o dízimo: Para se autêntico, uma condição é a santidade.

2 Coríntios 9, 6-7 (Ler na Bíblia)
“Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará. Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria.”

...“Deus ama quem dá com alegria...”
Há muita sabedoria presente nestas frases da Escritura. Elas nos apresentam um verdadeiro projeto de vida: Nos ensinam que devemos semear com generosidade para que nossa colheita seja abundante. Semear alegria, justiça, verdade, paz, amor, e, também, ofertar nosso dízimo, na Igreja, como semente plantada no coração de Deus, que frutificará na terra, pela ação evangelizadora da comunidade. Também aprendemos que devemos decidir a partir do nosso próprio coração o que vamos ofertar a Deus. O dízimo, no Novo Testamento, não é planejado na ponta do lápis, diante das economias ou dívidas que temos, mas, no íntimo do coração. A atitude que deve acompanhar o dízimo, além da confiança da viúva pobre e do testemunho exigido aos fariseus, é a alegria. “Devolver sem pesar ou constrangimento”. O dizimista cristão sente alegria de reconhecer a bondade de Deus, devolver o que lhe pertence, pelo dízimo, e colaborar com a construção de um mundo novo, pela ação evangelizadora da Igreja, que o dízimo proporciona. SOMOS AQUILO QUE SEMEAMOS! Que você seja fé, alegria e generosidade.

Com as três citações bíblicas do Novo Testamento, concluímos que o dízimo é bíblico e exige dos cristãos: CONFIANÇA, TESTEMUNHO E ALEGRIA. Já compreendemos nestes dois últimos encontros o POR QUE DO DÍZIMO? Nos próximos encontros compreenderemos o POR QUE SER DIZIMISTA? Boa reflexão e bom mês para todos vocês. Que a Graça e a Paz de Deus estejam presentes em sua caminhada e sua ação pastoral, por intercessão da Virgem Mãe da Apresentação, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Coord.: Terminada a exposição vamos conversar sobre o que ouvimos:
1. Nós percebemos em nós mesmos e em nossos dizimistas a confiança da viúva pobre do Evangelho? Colocamos o dízimo em primeiro lugar em nossos planos mensais ou retiramos o dízimo do que sobra?
2. Temos procurado viver a santidade em nossa vida cristã ou procuramos enganar a Deus ou aliviar nossa consciência com a devolução do dízimo? O que fazer para mudar?
3. Somos felizes como dizimistas e como agentes da pastoral do dízimo ou vivemos reclamando de tudo?


Orientações:
. Após as reflexões partilhadas cada um procurar, num momento de silêncio, estabelecer metas para melhorar com cristão dizimista e como agente da pastoral.
. Agradecer a presença de todos e marcar a próxima formação. Data, local, hora.

Coord.: Concluamos o encontro com o abraço da paz. (Todos se cumprimentam)

FRASE PARA MEDITAR DURANTE ESTE MÊS:
“O dízimo é um caminho de conversão para o cristão.”